Reunião na Aleam definiu ajustes no projeto que remaneja recursos do FTI para Saúde

Um depois do governador Wilson Lima (PSC) sofrer sua primeira derrota na Assembleia Legislativa do Estado (Aleam), ao tentar usar mais de R$ 200 milhões do Fundo de Fomento ao Turismo, Infraestrutura, Serviços e Interiorização do Desenvolvimento do Estado do Amazonas (FTI) para gastar em “investimentos para melhoria ou ampliação da rede pública de Saúde do Estado”, uma reunião técnica definiu as modificações a serem feitas no Projeto de Lei nº 31/2019.

O encontro aconteceu nessa quinta (14), na Sala da Presidência da Casa Legislativa ficando acertado que os recursos remanejados do FTI serão destinados para pagamento de pessoal e para ajudar à área da Saúde no interior. A lei terá prazo de validade para apenas este ano.

Além disso, o Governo vai solicitar a retirada do projeto de pauta, para realizar as alterações. A informação foi da vice-presidente da Casa, deputada Alessandra Campêlo (MDB).

Segundo o presidente da Aleam, deputado Josué Neto (PSD), as medidas que visam remanejar recursos do FTI para a área da Saúde do Estado serão adotadas a curto prazo para tirar o Amazonas da problemática. “Estamos construindo uma nova Mensagem, com um novo conteúdo, para que a gente possa aprovar e a Assembleia ser protagonista na resolução do problema do sistema de Saúde”, afirmou o parlamentar.

Já a presidente da Comissão de Saúde e Previdência, deputada Dra. Mayara (PP), demonstrou satisfação ao final da reunião, na qual defendeu a destinação de 15% do total dos recursos remanejados para municípios do interior. “É claro que nesse primeiro momento a gente não vai poder contemplar a todos [os municípios]. Então, fazendo parte de um planejamento, a gente vai começar a pleitear 15% desse valor de remanejamento para os municípios de gestão plena de saúde no interior do Amazonas”, destacou a presidente da Comissão de Saúde.

Também participaram da reunião o líder do governo, deputado Carlinhos Bessa (PV), o secretário de Estado da Fazenda, economista Alex Del Giglio, e assessores técnicos, bem como representantes da Controladoria Geral do Estado (CGE).

Com informações da Diretoria de Comunicação da Aleam.