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Rodoviários paralisam atividades em Manaus por falta de pagamento do 13º salário

Na tarde dessa sexta-feira (21), 94% da frota do sistema de transporte público de Manaus está parada fruto de uma paralisação realizada por rodoviários que protestam contra o não pagamento do vale-alimentação e do 13º salário.

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) confirmou que os valores referentes ao 13º salário dos rodoviários não foi pago e que o intuito é chegar a um consenso com os trabalhadores para que a greve não chegue a 100% da frota. “O sistema não tem dinheiro para bancar isso. O intuito do Sinetram é dialogar com os rodoviários para que a gente consiga esse acordo nos próximos dias e que uma data para o pagamento dos valores atrasados seja definida. Estamos trabalhando em uma resposta o quanto antes”, disse o assessor jurídico do Sinetram, Fernando Borges.

Até que a situação de normalize, o Sinetram liberou o transporte de passageiros nos modais Alternativos e Executivos até o Centro de Manaus.

A paralisação iniciou por volta das 13h, no Terminal 2, Cachoeirinha, zona Sul de Manaus. Os ônibus que passam pelo local estão com placas de ‘Dever Cumprido’ no vidro e não pegam passageiros, retornando para as garagens.

Em coletiva de imprensa, o presidente da Sindicato dos Rodoviários, Givancir Oliveira, disse que as empresas informaram aos trabalhadores que estão “quebradas” e que não tem dinheiro para os pagamentos do 13º salário dos funcionários. “O Sinetram diz que não tem nada (dinheiro para quitar o 13º salário) e que a solução é a Prefeitura pagar”, disse.

Ele descartou a possibilidade de suspensão da greve com a realização de “catracas livres” nos veículos do transporte público e disse que “os trabalhadores não podem fazer caridade”. “Os trabalhadores não podem pegar os ônibus e fazer caridade”, disse.

Quanto a paralisação, ele afirmou que a greve não foi articulada pelo Sindicato e que é um movimento dos trabalhadores. “Os ônibus saíram das garagens, mas se os trabalhadores recolheram (os veículos) o Sindicato irá apoiar e está apoiando. O trabalhador quer o 13º salário”, disse. Segundo ele, cerca de 8 mil motoristas e cobradores não receberam o benefício.

Prévia

Na quinta-feira (20), os rodoviários das empresas Açaí e Global Green paralisaram as atividades pedindo o pagamento dos valores. Uma reunião foi agendada para às 11h desta sexta, mas, segundo o Sinetram, não houve um consenso.

Ainda na quinta, o prefeito Arthur Virgílio Neto (PSDB) informouque a paralisação é fruto de um impasse entre os trabalhadores e as empresas. “Os rumores são de insensibilidade. Não vejo razão para uma greve. Vejo que tem que sentar, conversar, esgotar todas as possibilidades de negociação. E mais, greve em serviço essencial deve ser autorizada pela Justiça do Trabalho, tem que estabelecer quantos ônibus funcionam e quantos não funcionam. Não é porque o ‘fulano’ quer parar naquele dia e ele vai e para. Há regras e essas regras têm que ser exigidas por mim como prefeito. Já fomos preventivamente ao Tribunal do Trabalho para nos precavermos sobre mais essa hipótese de mais uma greve que seria uma greve absurda e, como todo greve do sistema de transporte coletivo, uma greve contra o povo de Manaus”, disse Arthur.