Rotta acredita que Amazonas terá pela frente embate ainda maior

marcos rotta

Um dia após a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal garantir a manutenção da alíquota de 12% para o Amazonas na reforma do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), o deputado estadual Marcos Rotta (PMDB) subiu a tribuna da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM) para comemorar a vitória do Estado e afirmar que “o momento continua sendo de articulação em prol da Zona Franca de Manaus (ZFM)”.

Rotta aproveitou, ainda, para parabenizar o governador Omar Aziz, todos os parlamentares e os técnicos envolvidos nessa questão, que se uniram em defesa dos interesses não só do Amazonas, mas também da Região Norte. “Vencemos uma primeira batalha e agora teremos pela frente um embate ainda mais intenso. São Paulo não vai tolerar essa excepcionalidade do Estado, que já é garantida pela Constituição Federal, e haverá de jogar pesado. A garantia que temos é o esforço político que se dará durante a votação no plenário do Senado, principalmente da presidente Dilma Rousseff, que não deixa de ser um grande reforço”, ressaltou Rotta.

Na avaliação de Rotta, neste momento em que a ZFM consegue obter um “fôlego” é hora também de reforçar as articulações políticas. “A obtenção desses 16 votos a favor do Amazonas não foi uma conquista de 24 horas. Muito pelo contrário, esse cenário favorável foi construído há semanas, quando o líder do governo federal no Senado, senador Eduardo Braga (PMDB), iniciou uma frente de articulações para garantir o benefício ao Estado. E foi graças a esse esforço concentrado que conseguimos obter 16 votos a 9 em prol da Zona Franca”, destacou o peemedebista.

Após exaltar a união de esforço político em prol da ZFM, o líder do PMDB na Casa Legislativa lamentou a falta de conhecimento dos senadores de outros Estados sobre o Amazonas. Segundo ele, mais uma vez São Paulo demonstrou preconceito em relação ao Estado ao afirmar que a diferenciação tributária aceleraria o processo de desindustrialização da Região Sudeste.  “Isso tudo é fruto do governo de São Paulo, por meio da Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica) e outros segmentos, o qual não quer que o Amazonas continue gerando emprego e renda”, comentou Rotta.

Segundo Rotta, por meio de argumentos contundentes, a bancada amazonense obteve uma vitória histórica no Senado, além de derrubar alguns mitos relacionados ao Estado.  “Eles mostraram que a renúncia fiscal do Amazonas é diferente do que diziam os dados apresentados por representantes de São Paulo. Foi comprovado que a renúncia fiscal do Sudeste é de mais de R$ 70 milhões, enquanto que a do Norte é pouco mais de R$ 26 milhões. Portanto, os argumentos deles tornaram-se frágeis diante da defesa dos representantes amazonenses. Mas ainda temos uma guerra árdua pela frente e tenho certeza de que nossa bancada seguirá unida em prol dos interesses do nosso Amazonas”, disse.