Rotta alerta para a situação caóltica da Segurança Pública no Amazonas

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O deputado estadual Marcos Rotta (PMDB) mais uma vez chamou a atenção para a falta de segurança e a entrada de drogas no Amazonas.

“Há de se levar em consideração, o esforço de homens e mulheres que pertencem ás polícias civil e militar no Amazonas, mas os fatos falam por si. São rebeliões constantes, fugas de presos, assaltos que acontecem diariamente, sequestros, enfim, as pessoas estão perdendo a vida, comerciantes estão providenciando grades para que possam estabelecer o mínimo de segurança nos seus estabelecimentos. A questão da segurança pública é dever de todos e nós precisamos fazer com que a sociedade amazonense, principalmente os gestores da segurança, possam compreender o momento delicado que  estamos passando. É necessário criar mecanismos para impedir que os jovens tenham acesso ao consumo de entorpecentes. Hoje Manaus tem 80 mil dependentes químicos, fruto da entrada de drogas, quase 200 toneladas por ano e nós precisamos mobilizar todos os seguimentos para acabar com esse tráfico no nosso Estado”, afirmou Rotta.

O parlamentar destaca o programa Ronda no Bairro como um excelente modelo de segurança, mas que precisa ser reestruturado com urgência.

“Eu defendi o programa Ronda no Bairro nessa tribuna, porque muito antes do programa ser estabelecido no Amazonas eu já o acompanhava e posso dizer que a intenção foi a das melhores possíveis, de criar no Estado do Amazonas uma política comunitária, próxima do cidadão, para que a população pudesse voltar a confiar na boa polícia. O modelo é tão bom que já foi copiado por outros Estados. Porém, o Ronda no Bairro se agigantou e o Estado não conseguiu acompanhar a demanda progressiva das ações do programa, que por ser um bom modelo, foi cada vez mais cobrado em Manaus e nos municípios do interior do Estado. Hoje temos um déficit no Ronda no Bairro e quem afirma isso são as pessoas nas ruas, nos bairros, são os comerciantes, os cidadãos, alunos das universidades, os trabalhadores e as donas de casa que falam muito bem do Ronda, dizem que quando o programa foi criado era comum ver viaturas e policiais nas ruas, mas que agora é diferente”, lamentou.

O líder do PMDB na Aleam chamou a atenção para o problema da falta de viaturas nas ruas.

“Eu não quero acreditar que mais de 339 viaturas não estejam rodando como determina o contrato que foi firmado. Se as viaturas não estão rodando, onde estão?. Se não existem 600 motocicletas hoje operando no Ronda no Bairro, onde estão essas motocicletas?. Nós queremos saber e colaborar porque somos representantes da sociedade. Nosso papel também é o de alertar o governo e eu sempre fiz isso. A intenção é chamar a atenção para a questão da segurança pública. Em Benjamim Constant, por exemplo, tem uma viatura e dois policiais. Essa mesma viatura também atende ao município de  Atalaia do Norte. É lamentável”, finalizou.