Rotta anuncia desfiliação do PSDB e diz que segue independente

 

O vice-prefeito de Manaus, Marcos Rotta, assinou, nessa terça-feira (7), a desfiliação do PSDB. Alegando desincompatibilidade de interesses, a desfiliação foi assinada após Rotta ser preterido nas eleições deste ano. Nos bastidores, comenta-se a possibilidade de Rotta renunciar o cargo de vice-prefeito, mas a informação não foi confirmada até a publicação desta matéria. (Veja o documento no final da matéria)

“Tanto respeito que, neste momento, estou saindo do PSDB em respeito à decisão tomada. As pessoas precisam entender que, assim como eu aceito a decisão delas, elas têm de respeitar a minha decisão. Infelizmente, o partido não foi transparente comigo, como eu sempre fui dentro do PSDB e dentro da administração municipal. Eu torço pela cidade de Manaus e trabalho diuturnamente por Manaus”, disse o vice-prefeito, Marcos Rotta, ao afirmar que “não há mais clima para continuar no PSDB.

O vice-prefeito disse estar ” decepcionado com a forma de como as coisas se desenrolaram dentro do partido” e que a partir de agora seguirá independente. “O que mais me entristece não é o conteúdo do que foi feito. Mas a forma de como aconteceu. Somado a isso, teve a minha saída da Seminf. Saí da pasta porque me pediram para ficar apto a disputar a eleição. E, um dia antes da convenção, não tinha conhecimento das tratativas do partido. Fiquei sabendo do desfecho e dos rumos do partido pela imprensa. Houve uma falta de sensibilidade a minha posição política”, disse Rotta.

Ele disse que nunca chegou a discutir com o PSDB a possibilidade de ser candidato a deputado estadual, federal, senador ou vice-governador e que aguardava do ninho tucano o que lhe foi prometido: ser o candidato do PSDB ao governo do Estado nas eleições deste ano. “O que discutiram e aventaram comigo foi a real possibilidade de eu ser candidato ao governo do Estado. Esse foi o único ponto que eu discuti com o meu partido. Essa questão de que eu queria ser vice de A ou B jamais passou de especulação. Eu nunca tive qualquer tipo de conversa nesse sentido”, disse o vice-prefeito.

O vice-prefeito relembrou, ainda, os nove meses de trabalho exercido à frente da Seminf. “Dediquei-me a essa nobre missão que, apesar dos resultados positivos, teve reflexos na minha vida pessoal. Me distanciei da minha família e adquiri problemas sérios de saúde, entre os quais um pré-câncer no nariz, por conta da exposição errônea ao sol. Não foi brincadeira o que eu fiz à frente da Seminf. E me arrancaram da secretaria me prometendo um novo horizonte, o que não aconteceu. Repito, respeito a decisão tomada, assim como espero que respeitem a minha decisão e o meu posicionamento”, concluiu Rotta.

Na última segunda-feira (6), o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB), minimizou a saída de aliados do seu grupo político e disse que Marcos Rotta “tem que saber esperar”. “Ele (Rotta) tem que saber esperar o seu momento e saber onde ele realmente teve importância”, disse Arthur ao ser questionado ainda sobre uma possível renúncia de Marcos Rotta do cargo de vice-prefeito.