Rotta apoia servidores do Banco da Amazônia (BASA)

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Os servidores do Banco da Amazônia (Basa), que aderiram à greve junto com os demais bancos privados e federais, se reuniram nesta quarta-feira (15), no plenário da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), para pedir apoio dos parlamentares. Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários do Amazonas (SEEB-AM), Nindberg Barbosa dos Santos, os funcionários do Basa estão em greve desde o dia 30 de setembro e o problema ocorre apenas em algumas propostas, que não foram aceitas.

“Os bancários, de um modo geral, com exceção dos servidores do Banco da Amazônia, aceitaram a proposta, da parte econômica. O problema ocorreu nas cláusulas específicas do Banco da Amazônia. A diretoria quis fazer um acordo coletivo, de uma forma que fere a lei. A questão do plano de saúde, por exemplo, não foi atendida, e isso descontentou os funcionários do Basa, que continuam em greve. Os demais bancos já aceitaram a proposta e voltaram a trabalhar” disse o presidente do SEEB-AM.

Além da falta do plano de saúde, alguns funcionários reclamam que estão há 8 anos sem promoção e afirmam que o Basa tem um dos menores salários do país. O deputado Marcos Rotta, líder do PMDB na Aleam, que também já foi bancário, prestou apoio à categoria.

“Trabalhei no Banco Bamerindus e no Banco Mercantil do Brasil. Ser bancário, principalmente em outras épocas era uma glória. Hoje podemos ver a deficiência, sobretudo na valorização dos profissionais. Vejo que os bancos, apesar de uma crescente financeira muito grande, não valorizam os seus servidores. Eu passei isso, sei o que isso representa, sei também da política distante das necessidades dos profissionais bancários. Os bancos faturam hoje, bilhões de reais, e não investem na valorização de seus profissionais. Nós recebemos aqui na Aleam, os servidores do BASA, que fazem suas reivindicações com justíssima razão. Os bancos não acompanham o processo inflacionário e não recompõem os salários básicos. As instituições bancárias, na grande maioria, descumprem a legislação, como a lei das filas por exemplo. Fazem vista grossa para as leis que regem o Município, o Estado e a Federação”, afirmou o peemedebista.

Rotta se comprometeu a trabalhar em apoio aos bancários de todo o país.

“Eu, que sou deputado federal eleito, vou assumir aqui um compromisso diante dos servidores do BASA, de que nós vamos procurar dotar de todos os mecanismos possíveis, através da Câmara dos Deputados, para que possamos fortalecer esta grande mão de obra dos bancários, que estão há muito tempo, desprezados neste país. É inadmissível que os bancos estejam faturando  bilhões e virem as costas para aqueles que, cada vez mais, engrandecem e solidificam essas instituições, que são os seus servidores. Os bancários terão em mim o apoio nesta casa e em Brasília”, finalizou.

O presidente do Sindicato dos bancários agradeceu o apoio, em nome da categoria.

“Agradeço ao deputado Marcos Rotta e a todos os parlamentares desta casa que nos prestaram apoio. Temos 250 servidores no BASA, 150 paralisaram agências em Humaitá, Manacapuru, Presidente Figueiredo, 3 agências em Manaus e mais a superintendência, porque não conseguem firmar um acordo. O que nós queremos, neste momento, é terminar a greve e voltar ao trabalho com dignidade”, afirmou Nindberg Santos.