Rotta cobra política de relações exteriores que não permita a humilhação sofrida por brasileiros

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Ao citar o caso dos cinco corintianos detidos em Oruro, na Bolívia, por 156 dias, o deputado estadual Marcos Rotta (PMDB) criticou, na manhã desta terça-feira (6), a política de relações exteriores do Brasil em relação à humilhação sofrida por turistas brasileiros em países vizinhos.

Da tribuna da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), Rotta cobrou das embaixadas do Brasil e dos ministérios da Justiça e das Relações Exteriores uma postura mais firme, mais patriota e mais protetora em relação a turistas brasileiros em situação iminente de risco.

“O Brasil não pode ser inerte em relação à humilhação sofrida por brasileiros fora do país. A liberação desses corintianos somente após 156 dias é prova de que faltou um interesse maior, um pulso mais firme por parte dos órgãos brasileiros. Para que a liberação ocorresse, bastou o Corinthians acordar o pagamento de 50 mil dólares à família da vítima fatal. Tenho certeza de que esse acordo poderia ter ocorrido bem antes, com a intervenção do governo federal”, ressaltou Rotta. Os cinco corintianos estavam presos acusados da morte do adolescente Kevin Espada, durante um jogo do Corinthians pela Copa Libertadores.

Na avaliação de Rotta, esse é apenas um exemplo da falta de política de relações exteriores do Brasil, o outro é em relação à Venezuela, onde turistas brasileiros passam constantemente por constrangimentos e maus tratos naquele país.

“Em junho de 2012, após enviar um dossiê com relatos de turistas brasileiros, o Ministério das Relações Exteriores garantiu que havia acionado a Embaixada do Brasil, em Caracas, para adotar medidas urgentes para solucionar o problema. Infelizmente, até hoje, chegam a mim muitas denúncias sobre fatos absurdos ocorridos em solo venezuelanos”, relatou Rotta, ao lamentar a inexistência de uma política para solucionar problemas de extorsão a brasileiros denunciados nas regiões de Puerto La Cruz e El Tigre.

Rotta lamentou ainda que, passados 18 meses da denúncia feita por ele, nenhuma medida tenha sido tomada por parte do governo federal em relação aos maus tratos sofridos pelos brasileiros na Venezuela. “Mas nós brasileiros temos de ser respeitados e vamos cobrar providências quanto a isso”, ressaltou Rotta.