Rotta rebate críticas esclarecendo o que a prefeitura tem feito com dinheiro do Fundeb

O prefeito em exercício, Marcos Rotta (PSDB), afirmou nesta terça-feira (12), que a prefeitura de Manaus ao contrário do que ocorre nacionalmente  tem demonstrado grande preocupação com a valorização dos professores do município. Ele deu a declaração após o protesto de um grupo de professores que cobraram transparência e explicações sobre a aplicação das verbas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento de Educação Básica (Fundeb).

“Não conseguimos entender ainda a motivação desse movimento que aconteceu hoje. Nós sempre fomos cristalinos, transparentes e realistas. Nós não vendemos ilusões aqui. Sempre estivemos disponíveis para o diálogo, já recebemos na prefeitura, servidores da Semsa, SMTU, rodoviários, taxistas e mototaxistas e sempre sendo transparente com todos”, disse Rotta.

Respondendo aos questionamentos feitos pelos manifestantes sobre a aplicação das verbas federais, a secretária Municipal de Educação, Katia Schweickardt explicou que o município utiliza quase na sua totalidade o recurso do Fundeb na folha de pagamento.

“Em 2016, nós utilizamos quase 98% do recurso que recebemos para a folha de pagamento. Em 2017, os R$ 109 milhões que recebemos e que se causa muitos questionamentos, estamos utilizando 82% para folha de pagamento, além disso vamos pagar as progressões por titularidade, tempo de serviço e os reenquadramentos”, afirmou a secretária, ao ressaltar que a projeção do Fundeb deste ano é de R$ 700 milhões. Esse valor, de acordo com ela, será somado aos R$ 109 milhões adicionais.

“Esse adicional não é uma sobra. No período da crise o governo federal deixou retido parte dos recursos. Como houve um reequilíbrio o governo pagou o que devia, referente a 2015 e 2016”, disse.

Katia ressaltou mais uma vez que a o recurso da recomposição está sendo investido na progressão e titularidade por tempo de serviço e, reenquadramento dos professores. “Investimos 90% do Fundeb de 2015 em folha, em 2016 investimos 98% em folha. Em 2017, com essa diferença que recebemos vamos colocar 82% em folha os outros 18% vamos investir na estrutura de escolas que precisam de reforço”, enfatizou.

De acordo com a secretaria, as progressões começaram a ser pagas em agosto. 1,5 mil já receberam e outros mais de 9 mil ainda vão receber até o fim do ano.

Protesto político

O chefe da Casa Civil do município, Arthur Bisneto, desqualificou a manifestação e afirmou que o que ocorreu foi um movimento partidário liderado por políticos com e sem mandato.

“Basta ver quem estava em cima do trio. Em um universo de quase 15 mil professores essa quantidade que tentou fazer barulho hoje não representa ninguém. Foi um movimento para atiçar, não tinha nem 300 professores direito e nem dava para dizer se os que estavam presentes eram todos professores”, disse Bisneto, acrescentando ainda que é visível pra quem valoriza a verdade que a prefeitura de Manaus tem um imenso respeito pelos professores e tem agido em favor da valorização da categoria.

Foto: Erik Oliveira