Rotta sugere reunião com diretoria da Moto Honda para encontrar alternativas que mantenham a produção e a geração de empregos

Rotta-moto honda

O deputado estadual Marcos Rotta (PMDB), fez um alerta sobre a situação da empresa Moto Honda da Amazônia, que confirmou a paralisação de sua linha de produção por cinco dias, a partir desta sexta-feira (26). O maior problema é a falta de financiamentos bancários e a retração do mercado.

“Quero envolver essa Casa e a classe política, de uma maneira geral, em um problema grave no Polo Industrial de Manaus. Tivemos recentemente a prorrogação da Zona Franca por mais 50 anos, uma conquista para o povo do Amazonas, contudo, não podemos, nesse momento, não acompanharmos os problemas que envolvem também o PIM. A situação da Moto Honda necessita do empenho de toda a sociedade amazonense e de toda a classe política do Amazonas. Não podemos cruzar os braços diante da gravidade da situação da Moto Honda que é específica, mas temos outros casos no Polo Industrial de Manaus, que vão nesta mesma linha. A Honda hoje é a terceira arrecadadora de ICMS para o Amazonas, atrás somente da LG e Petrobras. A empresa, fabrica uma motocicleta a cada 8 segundos, gerava mais de 10 mil empregos no Polo Industrial e nós precisamos encontrar alternativas para que não as suas atividades não sejam paralisadas”, afirmou Rotta.

O deputado destacou a política da empresa em evitar demissões. Rotta quer convidar a diretoria da Moto Honda para debater o assunto no Legislativo estadual e buscar alternativas para solucionar o problema, evitando a paralisação da produção e de contratações.

“Louva-se o posicionamento político da Moto Honda, de primeiro buscar todas as alternativas possíveis, inclusive com férias programadas para não partir para algo muito mais drástico, que são as demissões. Esta casa poderia, mesmo vivendo um clima de eleição, convidar os diretores da empresa, ouvir a representatividade do setor de duas rodas, que é um polo importantíssimo para o Amazonas. Nós deputados precisamos confeccionar um requerimento e abrir uma sessão de tempo para que os diretores da Moto Honda venham explanar seus problemas, para juntos compreendermos o tamanho dessa fragilidade e encontrarmos alternativas. Sei que a situação da empresa está ligada à economia brasileira e, em especial, à falta de financiamento nas agências bancárias, pelo altíssimo grau de inadimplência que estes bancos alcançaram. Muitas pessoas partiram para o financiamento e não honraram seus compromissos e os bancos, obviamente, paralisaram a concessão desses financiamentos e o resultado é o engessamento do Polo Industrial de Manaus, em especial a Moto Honda”, disse o parlamentar.

Apartes

Rotta foi aparteado por vários parlamentares, que concordaram em debater o assunto com a diretoria da empresa e também com o governo do Estado na Assembleia Legislativa do Amazonas.

“Precisamos com urgência debater sobre esse problema. Há cinco dias não há produção na Moto Honda para ajuste de estoque e isto, já é fruto dos problemas de inadimplência e falta de crédito, como o deputado Rotta citou. O próprio desenvolvimento da economia afeta diretamente esta, que é uma das maiores fábricas do PIM. Devemos ter uma atenção especial nesse processo para criarmos alternativas e solucionar o problema junto aos diretores da empresa e secretarias do governo como a Seplan e a Sefaz”, disse o deputado Chico Preto (PMN).

Para os deputados Luiz Castro (PPS) e José Ricardo (PT), a reunião deve ser feita logo após o encerramento do período eleitoral, em regime de urgência.

“A Moto Honda é uma das que mais agrega valor no Amazonas, empresa de tecnologia de ponta e que respeita os requisitos ambientais, tem compromisso social, é uma empresa diferenciada. Precisamos debater isso com urgência nesta casa logo após o período eleitoral e tratar com todo o respeito e atenção, porque é interesse nosso e de todo o povo do Amazonas que este polo seja preservado e tenha garantias” afirmou Luiz Castro.

“Isso é motivo para preocupação porque os incentivos estão aí, são fundamentais, mas há outros fatores diretamente ligados á viabilidade do empreendimento e aí tem participação direta do mercado que está retraído em todo o Brasil. Isso faz com que a produtividade caia e que não tenham contratações. Estou de acordo com a discussão em sessão de tempo nesta casa, com urgência”, disse o petista José Ricardo.