Royalties do petróleo “engordam” os cofres dos governos e o consumidor paga a conta

No governo do presidente Messias Bolsonaro sempre quem paga a conta é o Zé Povinho. Prova disso é que a arrecadação do país com royalties do petróleo e participações governamentais sobre a produção de óleo e gás atingiu um patamar recorde em 2021 e pode representar uma receita extra de mais de R$ 37 bilhões no ano para engordar os cofres públicos de Estados, Municípios e do Governo Federal, na comparação com o ano passado. Esses dados são do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE).

Mas enquanto bilhões engordam os cofres dos governos, o bolso do pobre não tem mais nem o que ficar “magrinho”. Os consumidores veem os preços dos combustíveis aumentarem nas bombas, enquanto os governos comemoram aumento de arrecadação.

O levantamento do CBIE aponta que as participações governamentais totalizaram R$ 35,29 bilhões na parcial do ano até julho, um salto de 28,9% na comparação com os 7 primeiros meses do ano passado.

Na comparação com o período de janeiro a julho do ano passado, a arrecadação com royalties e participações governamentais representou um adicional de quase R$ 7 bilhões para o caixa da União e de governos de estados e municípios produtores.

Segundo o levantamento, a receita destinada para a União somou R$ 12,54 bilhões, contra R$ 10,49 bilhões nos 7 primeiros meses de 2020. Já o valor repassado para estados e municípios aumentou em cerca de R$ 2,4 bilhões, para R$ 11,35 bilhões e R$ 8,07 bilhões, respectivamente.

 O recorde de arrecadação é explicado pelo preço do barril a US$ 85 – bom lembrar que apesar da nossa moeda ser o real a Petrobrás em tempo de Messias Bolsonaro pratica uma política em dólar – junto com o preço do dólar que superou a barreira de R$ 5,50, e acumula uma alta de cerca de 6% no ano frente ao real. No ano passado, subiu quase 30%.

Os analistas têm apontado o avanço do dólar também como o principal “vilão” para o aumento do preço da gasolina e do diesel.

E enquanto tudo está em alta, dólar, inflação, preço dos combustíveis e do gás de cozinha e a arrecadação do Governo Federal, Estados e Municípios, só quem está em baixa é o trabalhador que paga a conta e sequer tem ideia de quando e onde os governos vão investir esses bilhões.