“Se acontecer do meu querido amigo Amazonino não me apoiar, eu desmaio”, diz Artur

O prefeito Arthur Neto (PSDB) surpreendeu os jornalistas presentes ao Segundo Encontro Amazonense de Gestores, realizado, nesta quinta-feira (19), pela Associação Amazonense dos Municípios (AAM), no Centro de Convenções Vasco Vasques, na zona Centro-sul da capital, ao falar que tem convicção de que será apoiado por Amazonino em sua candidatura à presidência da República, mesmo sabendo que o PDT do governador já tem pré-candidato ao cargo de presidente, o ex-ministro Ciro Gomes (PDT). Arthur declarou que vai desmaiar se não puder contar com o apoio do governador do Amazonas, Amazonino Mendes (PDT).

“Se acontecer do meu querido amigo Amazonino não me apoiar eu desmaio. Ele não vai deixar de me dar apoio. Esse pão eu já ganhei. Se eu tiver um voto não será o meu, mas sim dele. Eu o apoiei e espero o apoio dele agora”, afirmou.O prefeito de Manaus, Arthur Neto (PSDB) declarou que as prévias do PSDB para a corrida eleitoral pela Presidência do Brasil serão as mais ‘quentes’ dos últimos anos e que a disputa entre ele João Dória e Geraldo Alckmim, servirão de motivação para os eleitores irem às urnas.

Arthur Neto afirmou que tem a garantia do apoio do ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso que, segundo ele, disse que sua candidatura vai dar um grande solavanco nas pretensões do partido. O prefeito revelou que se reuniu com FHC, nesta semana, para comunicá-lo formalmente da sua pré-candidatura e tratar sobre o plano nacional do partido.

“Fui duas vezes líder do governo dele e ministro chefe da Secretaria Geral da Presidência da República. Ele mexeu muito na minha biografia. Eu o tenho como uma referência. Ele acha que a candidatura vai dar o maior solavanco e tenho confiança que sim. Que isso vai acontecer’, disse, ao ressaltar que vai tirar o PSDB do vício de ser apenas um vice-campeão em eleições.

Arthur declarou que, no PSDB, muitos acreditam que o João Dória – prefeito de São Paulo – apenas finge que é o anti-Lula, mas, segundo ele, é o contrário. “Nas redes sociais tem diversas fotos dele com Lula e Dilma Roussef. Quem enfrentou o governo Lula durante oito anos fui eu, do início ao fim do governo dele, inclusive, pagando o preço eleitoral de me terem levado na fraude uma eleição ao Senado da República”, disse, ressaltando que não pretende ser um anti-Lula, para, segundo ele, não dar tanta importância ao ex-presidente, mas se for necessário ele declarou que se vê como a melhor opção do seu partido.

“Eu fui para o combate quando ninguém mais queria e quando ele era considerado o semideus naquela época. Um finge que é o anti-Lula, o outro – Geraldo Alckmim – quer ganhar de W.O, pois espera que o Lula seja preso. Ele esquece que vai me enfrentar nas prévias”, disparou.

O prefeito também afirmou que vai se colocar na disputa pela Presidência como uma alternativa fora do eixo Rio-São Paulo possibilitando, segundo ele, a possibilidade da população do Norte do país dar um grito mostrando que tem vez.

“Chega de par-impares entre paulistas. É hora do grito do Norte e esse grito está preso na garganta. Eu estou aqui para fazer isso acontecer. Eu serei uma opção para o voto. E digo ainda que São Paulo não precisa ser prejudicada, mas não precisa prejudicar outros Estados também. É preciso haver uma parceria entre Norte, Nordeste, Sul”, disse.

Sobre o deputado federal Jair Bolsonaro, que se colocou na disputa pela presidência, Arthur afirmou “Não podemos baixar a cabeça para o fascista e homofóbico como o Jair Bolsonaro que sente saudade da ditadura”.