Secretário de Saúde e cinco empresários presos na quarta fase da Operação Sangria são soltos

Foto: Divulgação/Secom

O secretário de Saúde do Amazonas, Marcellus Campêlo e os empresários Nilton Lins Júnior, Sérgio José Silva Chalub, Frank Andrey Gomes de Abreu, Carlos Henrique Alecrim John e Rafael Garcia da Silveira, presos na quarta fase da Operação Sangria, deflagrada na última quarta-feira, 2, foram soltos e deixaram os centros de detenção CPDM I e II na manhã desta segunda-feira (07). Rafael Garcia cumpriu a prisão temporária em Porto Alegre (RS).

O empresário Nilton Lins Júnior e Marcellus Campêlo estavam presos no CDPM II (Centro de Detenção Provisória Masculino). Os empresários Sérgio José Silva Chalub, Frank Andrey Gomes de Abreu, Carlos Henrique Alecrim John e Nilton Costa Lins Júnior estavam no CDPM 1. Rafael Garcia da Silveira foi preso em Porto Alegre.

Os empresários e o secretário haviam sido presos na quarta fase da operação Sangria, em que o MPF e a Polícia Federal investigam o envolvimento do governador Wilson Lima (PSC) na escolha e direcionamento para a contratação da estrutura do Hospital Nilton Lins para o tratamento de pacientes com Covid-19, pelo prazo de três meses, com valor total de R$ 2,6 milhões.

Ao determinar a prisão dos investigados, o ministro Francisco Falcão, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), afirmou que “são gravíssimos os delitos apurados” na investigação. Ele afirmou que algumas atividades seriam as de direcionamento de licitação, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro, em contexto de associação criminosa, “perpetrados de forma sistêmica” no âmbito do governo.

Para o ministro, a prisão temporária dos investigados, por cinco dias, seria “imprescindível” para a investigação, com objetivo de “assegurar a colheita de provas, afastando, sobretudo, os riscos de ocultação e destruição de evidências e patrimônio, ajuste de versões sobre os fatos pelos investigados, além de impedir que testemunhas sejam constrangidas ou intimidadas”.