Secretário de Segurança terá que explicar superlotação em presídio

Um requerimento enviado pela Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) ao secretário de Segurança Pública do Estado, Bosco Saraiva, exige que sejam enviadas à Aleam informações oficiais sobre o número de detentos e agentes de segurança que trabalham na Delegacia do município de Canutama (distante 619 quilômetros de Manaus).

Terão que ser reveladas a situação processual dos detentos condenados e provisórios, espécie penal e tempo de detenção.

Nesse último domingo (4), a população de Canutama foi surpreendida ainda nas primeiras horas do dia, com rebelião que terminou com detentos foragidos, colchões incendiados e a delegacia completamente destruída.

“Foi uma tragédia avisada, o governo omisso que diz que quer comunicação e não conversa com ninguém tinha sido avisado por mim, da situação da segurança em Canutama, mas se quer respondeu aos requerimentos que enviei, pedindo o envio de equipamentos e reforço policial ao município”, criticou o deputado Platiny Soares (DEM).

Segundo o parlamentar, no último dia 26 de fevereiro, os responsáveis pela Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP), foram informados da necessidade de reforço policial, e envio de equipamentos como viaturas de quatro rodas, para a Polícia Civil do município, por meio do Requerimento nº 345/2018.

“O cenário é o mesmo que encontrei em janeiro, quando estive na cidade de Manicoré. Um estado de calamidade no lugar que o Estado chama de presídio, outra tragédia anunciada que ficará na conta da omissão, dos atuais governantes. Todo o material que colhemos em Manicoré é deixar qualquer um estarrecido. Até mesmo a Globo transmitiu o que colhemos na visita ao presídio da cidade, reafirmou que não estou preocupado com os bandidos, mas com os agentes de segurança e população, que são os mais prejudicados”, ressaltou Soares.

Pedindo apoio da Casa Legislativa, a vereadora e presidente da Câmara Municipal de Canutama, Maria do Teixerinha, discursou na Tribuna da Aleam.

“No ano de 2017 realizamos Audiência Pública para pedir do Estado, providências para combater a criminalidade na cidade. Estamos há dois anos sem delegado, sem juiz, promotor e defensor. Peço pela população da minha cidade, que vive aterrorizada com aumento da criminalidade, recebi apoio do deputado Platiny, mas peço também ao governo que não seja omisso com a nossa situação”, desabafou Maria do Teixeirinha.