Secretário mostra que errou na conta: número de presos foragidos é maior

O secretário de Administração Penitenciária, Pedro Florêncio, mostrou que errou na contagem de presos que fugiram dos presídios em Manaus. Desde que aconteceu o motim e, consequentemente, o massacre de presos nas penitenciárias que a secretaria de Pedro Florêncio vem divulgando nota à imprensa determinando que o número de presos que fugiram das cadeias é de 184 – e esse número errado foi divulgado nacionalmente e até internacionalmente, pode meu povo?

Em nota enviada aos veículos de comunicação a secretaria não assume que cometeu o erro, mas quem soube fazer uma conta simples de adição, notou que o número de presos foragidos sempre foi maior do que vinha dizendo o secretário.

Diz a nota, de forma curta e sem qualquer explicação sobre o que aconteceu para o erro na contagem inicialmente divulgada: “A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), informa que após procedimentos de contagem durante revistas novamente realizadas, foi constatado que até esta quinta-feira (12), o número de foragidos é de 148 internos das unidades do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) e Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat). A Seap informa ainda que, até o momento, foram recapturados 77 internos que estavam foragidos das mesmas unidades prisionais”.

Levando-se em conta os números indicados ontem pela própria Seap, somando-se 77 presos teriam sido recapturados, com o número de 148 internos que continuam foragidos, chega-se a um total de 225 detentos, 41 fugas a mais do que vinha sendo divulgado, há dias, pelo secretário Pedro Florêncio.

Isso demonstra o total descontrole da própria Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) sobre o sistema carcerário do Estado, até mesmo sobre o número de detentos nas unidades prisionais. E, bom lembrar, que na Reforma Administrativa de Melo, feita em 2015, é que foi criada a Seap, com uma superestrutura de 208 cargos, bem mais que outras secretarias como Ciência e Tecnologia e Meio Ambiente, com 9 cargos de assessores, inclusive com um tal de Assessor de Inteligência que, pelo jeito, assim como o secretário, também desconhece até o número detentos nos presídios do Estado. (Any Margareth)