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Secretario rebate acusação de superfaturamento de serviços de saúde no plenário da Aleam

O secretário de Estado de Saúde do Amazonas, Vander Alves, afirmou, na manhã desta quinta-feira (17), que o hospital da zona Norte, Delphina Aziz, não tinha nenhum problema que impedisse sua inauguração por completo.  Ele ressaltou que não havia problemas na estrutura física do hospital e que os equipamentos são os melhores de todo o sistema de saúde pública do país.

“Desde 2014 estava travado. Faltava só o pontapé inicial. Não tem um hospital no Brasil que ganhe desse em questão de estrutura física. Faltava a execução do planejamento”, disse o secretário ao destacar que o Hospital da Zona Norte tem o maior Centro Cirúrgico e Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Norte e Nordeste do País. “O clamor dos pacientes está grande. Os corredores dos outros hospitais estão lotados e o Delphina vai desafogar as filas”, afirmou.

O secretário compareceu ao plenário da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) para desmentir boatos e suspeitas de superfaturamento ou favorecimento no processo de licitação de cirurgias do Hospital e Pronto-Socorro Delphina Aziz, no bairro Santa Etelvina, zona Norte de Manaus.

Vander Alves disse que desde quando assumiu o comando da Susam, por orientação do governador David Almeida, criou uma Comissão Técnica formada por profissionais da área médica, que realizou um levantamento geral do sistema de saúde no Estado e apontou a necessidade urgente de executar o programa “Fila Zero” para garantir melhor atendimento nas unidades.

Durante quase duas horas, Vander Alves foi sabatinado pelos deputados e apresentou a trajetória percorrida pela administração estadual para colocar o hospital em funcionamento. O secretário de Saúde disse que a primeira ideia da equipe técnica foi iniciar o funcionássemos do hospital diretamente com a equipe da Susam. Mas um estudo mais aprofundado revelou que, naquele momento, não seria possível executar o trabalho via Susam, por conta da exigência de abertura de concurso e outros processos administrativos a cumprir para contratação de pessoal. “Enquanto isso, quase sete mil pacientes estavam esperando atendimento nas filas”, lembrou.

De acordo com ele, foi em função da necessidade urgente de se colocar o hospital em funcionamento que a Saúde adotou a abertura do processo licitatório para três meses de operação. “A segunda etapa foi abrir um processo licitatório para empresas habilitadas na área de saúde apresentassem a proposta para funcionar a primeira etapa do Hospital Delphina Aziz com a realização de 780 cirurgias por mês e o funcionamento de duas unidades com 112 leitos, 11 salas cirúrgicas e uma UTI”, explicou o secretário.

Sobre o valor da licitação, Alves demonstrou que não procede a acusação de que cada cirurgia iria custar mais de R$ 10 mil. “Fizemos a licitação para que fossem feitas 780 cirurgias por mês, durante três meses”, apontou Alves. “A empresa vencedora, que apresentou o menor preço, foi a cooperativa Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento (IMED) que vai realizar 2.340 cirurgias em três pelo valor de R$ 3.606,00 cada uma, num total de R$ 8,433 milhões. Não existe nada além disso”, descartou o secretário. “Recebemos as propostas e o processo está todo legal. Paralelo a isso, vamos realizar também a licitação para o funcionamento de todo o hospital”, afirmou.