Secretários fazem campanha nas ruas pró-Amazonino durante expediente

Bem longe do seu local de trabalho que é em Brasília – bota longe nisso, né gente?- a secretária da Representação do Governo em Brasília, Nafice Bacry Valoz, acompanhada do secretário de Estado de Comunicação, Célio Alves Júnior, foram às ruas, durante o expediente, participar de “bandeiradas” e pedir votos ao governador e candidato à reeleição, Amazonino Mendes (PDT) – bom lembrar que eles são servidores públicos pagos com o dinheiro do contribuinte amazonense (Veja galeria de imagens no fim da matéria).

De acordo com imagens recebidas pelo Radar nessa quarta-feira (17), os secretários coordenaram ações de campanha, onde haviam outros servidores públicos, na rotatória do conjunto Eldorado, à luz do dia, em horário de expediente.

Célio Alves, que recebe R$ 13,5 mil mensais não é apenas o responsável pela Secretaria de Comunicação do Estado (Secom), mas também um dos coordenadores “informais” das ações de campanha de Amazonino. Ao lado do responsável oficial pela campanha, o marqueteiro Marcos Martinelli, Célio Alves coordena as ações públicas das demais Secretarias de Estado, dando o tom dos atos para que tudo, especialmente na reta final da disputa em segundo turno, soe positivo e pró-Amazonino.

Nafice Bacry Valoz, que deveria estar em Brasília na Secretaria de Representação do Amazonas, desembarcou em Manaus para ‘ajudar’ a campanha pró-reeleição do chefe e líder político. Ela tem sido vista em diversos atos da campanha – reuniões, caminhadas, “bandeiradas” – com servidores. O salário que recebe a secretária Nacife Valoz ninguém consegue saber já que, em total desrespeito à Lei da Transparência, não está publicada no site do Governo a folha de pagamento da representação do Governo do Estado em Brasília – todas as outras secretarias de Governo e até o Tribunal de Justiça têm os salários de seus funcionários tornados públicos em respeito a Lei de Transparência.

Mas, enquanto os secretários de Amazonino demonstram estar indo às ruas por amor ao governador – mas quem paga a conta dos salários somos nós, o Zé Povinho! – esse não é o caso de muitos dos servidores públicos comissionados que estão servindo de cabos eleitorais para manter seus empregos. Desde setembro o Radar tem denunciado que os servidores que ocupam cargos comissionados estão sendo obrigados pela alta cúpula da administração estadual a fazer campanha para reeleição do governador Amazonino Mendes.

No mesmo período, o Ministério Público Eleitoral recomendou a Amazonino que não permitisse qualquer tipo de coação a servidores públicos comissionados para obrigá-los a trabalhar em favor de sua campanha – recomendou é gente? Então tá! A recomendação orientou que o governador adotasse medidas para esclarecer a todos que a participação em “bandeiradas” e eventos políticos, fora do horário de expediente é facultativo.