Segurança de unidades com UTI será avaliada pela Vigilância Sanitária

Unidades hospitalares com leitos de UTI, em funcionamento na capital, devem informar até 31 de julho que práticas adotam para garantir segurança à saúde dos seus pacientes. A recomendação é da Vigilância Sanitária (Visa) da Prefeitura de Manaus que, desde 2016, avalia o grau de adesão de hospitais, pronto-socorros e maternidades a condutas de prevenção a eventos adversos, incluindo lesões por pressão (escaras), erros de medicação e infecção hospitalar.

A gerente de Vigilância de Serviços da Visa Manaus, Nádia Soares, explica que avaliação anual está prevista no Plano Integrado de Segurança do Paciente, instituído pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O levantamento serve para classificar os serviços de saúde nas categorias de alta, média ou baixa conformidade.

Neste ano, 34 estabelecimentos da capital da rede pública e privada devem ser avaliados. O processo começa com o preenchimento do formulário de autoavaliação elaborado pela Anvisa e disponível no site do órgão (www.anvisa.gov.br). O documento contém 20 questões sobre estrutura e processos adotados pelas unidades, que medem as ações de segurança para o paciente conforme indicadores instituídos pela Agência em resolução específica (RDC 36/2013).

Nádia Soares explica que, após concluída a autoavaliação, as respostas serão validadas pela Visa por meio de análise documental e de inspeção nas unidades.

“A expectativa é de que todos os serviços listados como prioritários participem da avaliação”, diz o secretário municipal de Saúde, Marcelo Magaldi, destacando que as unidades estão sendo incentivadas a implantar estratégias que evitem danos aos pacientes pela ocorrência de eventos adversos.

A Anvisa inclui entre os eventos adversos situações como incidente durante procedimento cirúrgico; queda do paciente; úlceras por lesão provocadas pelo tempo prolongado em que o paciente sentado ou deitado; reação adversa ao uso de medicamentos, produtos de limpeza, cosméticos, artigos ou equipamentos médico-hospitalares; e erros de medicação que causaram dano ao paciente.

Adesão

Nas últimas avaliações locais do Plano Integrado de Segurança do Paciente, 30% das unidades participantes tiveram Média Adesão e 60% tiveram Baixa Adesão às Práticas de Segurança do Paciente. “A meta é melhorar gradativamente esses resultados, mantendo os NSPs (Núcleos de Saúde do Paciente) em pleno funcionamento nos serviços de saúde”, enfatiza Nádia Soares.

A gerente ressalta que condutas de segurança e prevenção de riscos adicionais à saúde dos pacientes evitam, para os hospitais, custos adicionais com medicamentos e tempo de internação e, ao mesmo tempo, aumentam a qualidade da assistência oferecida aos usuários.

Evitáveis

Grande parte dos eventos adversos pode ser evitada. Nádia Soares diz que entre esses estão as lesões por pressão (escaras), atualmente no topo das notificações feitas pelo município de Manaus ao Sistema de Notificações de Vigilância Sanitária (Notivisa), que reúne informações sobre eventos adversos e queixas técnicas relacionadas a produtos e serviços sob vigilância no Brasil.

Já o evento que mais causa mortes no país são as infecções relacionadas à saúde, incluindo as infecções hospitalares, para as quais, segundo a gerente, também há medidas preventivas.

Denúncias

Os serviços de saúde são obrigados a notificar os problemas relacionados à segurança do paciente. Os registros devem ser feitos até o 15º dia do mês subsequente à ocorrência do evento. Nos casos de morte relacionada a falhas assistenciais, o prazo para notificação é de 72 horas.

A população (pacientes, familiares, acompanhantes) também podem comunicar a suspeita de eventos adversos ocorridos em unidades hospitalares ao Notivisa (http://portal.anvisa.gov.br/notivisa), na opção “Cidadão”.

Com informações da Semsa