Seleção de vôlei “dá uma de Alemanha”, atropela a Itália com 3 sets a 0 dentro de casa mantendo o respeito e a humildade

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Os golpes eram tão precisos e rápidos, que deixaram a Itália tonta. O Brasil mantinha a guarda alta e batia sem pena. A arena lotada de Florença parecia não acreditar no que os olhos teimavam em mostrar. Nem mesmo Ivan Zaytsev, o grande nome do time, conseguia fazer a diferença. A seleção era a dona daquele pedaço, estava inteira em quadra e com pressa de assegurar o seu lugar na decisão da Liga Mundial. Com autoridade, venceu a partida deste sábado por 3 sets a 0, parciais de 25/11, 25/23 e 25/20, e manteve viva a esperança de conquistar o decacampeonato.

A Itália bem que tentou resistir no segundo set quando o Brasil venceu com a menor diferença do jogo, 25/23, mas a seleção brasileira jamais esmoreceu, manteve o jogo coletivo e brigou ponto a ponto. Mesmo sendo soberana a seleção brasileira jamais comemorou de frente para o adversário, com berros exagerados e um comportamento desrespeitoso, a exemplo do que faz o jogador russo Spiridonov, “o Tintim”. Não perdeu a calma e o respeito nem mesmo diante do descontrole do treinador italiano Mauro Berrutto que chegou a invadir a quadra, gritando insultos pra tudo que é lado.

Foi exatamente contra a Azzurra, na última rodada da fase de classificação, que o time comandado por Bernardinho mostrou que os dias turbulentos haviam ficado para trás. Com os dois triunfos naquela ocasião, retomou a confiança e os trilhos. Entrou na fase final com a última vaga do grupo e agora decidirá com os Estados Unidos quem ficará no alto do pódio. O confronto será neste domingo, às 15h30 (de Brasília) com transmissão ao vivo do SporTV e em Tempo Real no GloboEsporte.com.

A última vez que o Brasil ergueu o troféu foi em 2010, na Argentina. Na temporada passada, acabou sendo superado pela Rússia. Esta será a 14ª final da seleção em 25 edições do torneio.

– A gente começou fazendo uma pressão grande no saque e acho que eles se assustaram um pouco. Eles jogaram com o passe quebrado. Conseguimos marcar o Zaytsev e abrimos uma grande vantagem no primeiro set. O Travica (levantador) não fez uma boa leitura de jogo hoje. Conseguimos bloquear muito bem e o time deles foi perdendo a confiança nos principais fundamentos, como o saque, que é uma das principais armas deles. Conseguimos fazer tudo bem  – disse Lucão.

O maior pontuador da partida foi Lucarelli, com 13 acertos. Lucão foi responsável por 11 e Wallace e Sidão por 10, cada. Mesmo número alcançado pelo italiano Simoni Buti. Zaytsev anotou nove.

O jogo

As tentativas de Zaytsev paravam nos braços dos jogadores brasileiros. Quando não tinham um bloqueio pela frente, passavam do limite da quadra. Ele se irritava e pedia calma aos companheiros. A Azzurra tinha dificuldade de jogar contra um Brasil que sacava e defendia bem (12/4). Parecia sentir também a ausência do ponteiro Jiri Kovar, que não se recuperou das dores no joelho e cedeu lugar a Filippo Lanza. As peças eram trocadas. Sem um ponto sequer na conta, Zaytsev ia descansar no banco. Os italianos estavam atordoados em quadra, sentiam a pressão e desandavam a cometer erros em série (23/10). Uma pancada de Sidão deu o set ao time brasileiro: 25/11.