​Sem diálogo com o Governo, PMs ameaçam antecipar data da paralisação

Após várias tentativas de diálogo e sem resposta do Governador Amazonino Mendes, os policiais militares ameaçam não sair às ruas para as ações de segurança pública, ainda esta semana, informou a Associação de Praças do Estado do Amazonas (Apeam). A paralisação coletiva dos serviços faz parte da segunda fase da Operação Defesa, que foi antecipada do dia 15, por conta do governador não ter atendido às solicitações dos PMs.

O presidente da entidade Gerson Feitosa, esclareceu que a parada em serviços básicos como diligências e, busca e apreensão é para reivindicar a suspensão do parecer da Procuradoria Geral do Estado (PGE) que impede a promoção de militares por tempo de serviço (Lei Estadual 4.044/2014). “Queremos a revogação da PGE para que se faça as promoções respeitando a lei, integralmente. Não podemos ficar refém do governo”, disse.

Feitosa acrescentou que a data​ exata ​da paralisação não será divulgada por questão estratégica e que os militares estão insatisfeitos com a falta de negociação por parte do Estado. “O governador não quer dialogar, já protocolamos documento solicitando reunião e até agora n​ada. Queremos apenas deixar a população ciente, porque nosso compromisso é com ela, que não será vítima da criminalidade e nem da propaganda enganosa desse governo”, afirmou.

​Operação Defesa​

No dia 1º deste mês, os PMs fizeram um protesto em frente a sede do Governo do Amazonas, na Compensa, zona oeste de Manaus, cobrando as promoções autorizadas pela Lei 4044, das promoções especiais, considerada inconstitucional pela PGE. Além disso, eles pediram reajuste salarial de 30%. A data-base da categoria é no dia 21 de abril.

Na ocasião, as associações protocolaram um documento solicitando um encontro com o governador, que não estava na capital. Encontro este, que nunca aconteceu. Os policiais ainda estiveram na Assembleia Legislativa do Estado (Aleam), onde participaram de uma audiência pública, sem a presença de representantes do governo.