Sem acordo sobre reajuste salarial, professores paralisam atividades na quinta (28)

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Na próxima quinta-feira (28), os profissionais da Educação da rede pública de Ensino estadual irão paralisar as atividades por falta de um acordo com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) sobre o pagamento da data-base e do reajuste salarial da categoria.

A paralisação é intitulada pelo Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom Sindical) como uma “paralisação de advertência” e deve afetar os três turnos das escolas da rede pública em todo o Amazonas. “Nesse dia as escolas não devem funcionar”, afirma o Asprom Sindical em comunicado aos profissionais da Educação.

Com as atividades escolares paralisadas, os profissionais da Educação pretendem realizar uma manifestação em frente a sede do Governo, na zona Oeste, a partir das 8h30 da quinta-feira, para cobrar o governador Wilson Lima o reajuste salarial da categoria.

“Cumprindo determinação de Assembleia Geral (que já havia recusado antecipadamente a proposta de 4%, caso ela ocorresse), o AspromSindical e a Avamseg estão convocando toda a categoria para realizar uma paralisação de advertência, com o objetivo de abrir diálogo com o governador do Estado Wilson Lima”, disse o Asprom Sindical em comunicado aos profissionais da Educação.

Tentativa de acordo

A paralisação e a manifestação serão realizadas após pelo menos duas reuniões entre a direção do Asprom Sindical e os secretários de Educação, ex-deputado Luiz Castro, e de Fazenda, Alex Del Giglio. As duas reuniões não deram em nada.

De acordo com o Asprom Sindical, quanto ao reajuste salarial, a proposta feita pelo Governo na última sexta-feira (22) é fazer apenas a reposição da inflação – 4% -, mas a categoria reivindica 15% de reajuste. (Veja o documento no fim da matéria)

“A desculpa do Governo atual é a mesma dos governos anteriores: não tem dinheiro e a folha de pagamento já ultrapassou os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal. Nós exigimos dos secretários documentos impressos e carimbados que comprovassem aquilo que estava sendo dito por eles, mas, igualmente aos governos anteriores os secretários se negaram a nos dar documentos sobre as contas do governo”, afirmaram os coordenadores do Asprom Sindical.

A primeira reunião entre o Asprom Sindical e a Seduc foi realizada no dia 15 deste mês. “O resultado da audiência não foi o que o sindicato esperava, pois não queremos nenhum tipo de atraso no pagamento de nossa data-base”, disse, após a reunião, o coordenador do Asprom, Lambert Melo.

Uma segunda reunião foi realizada na sexta (22), na qual o Governo propôs apenas a reposição da inflação. “Mais uma vez a categoria do Magistério foi desrespeitada pelos governantes”, lamentou o Asprom Sindical.

Leia a proposta do Governo aos profissionais da Educação.