Sem chances de vencer no voto, chapa de Robson Tiradentes tenta pressionar Justiça Eleitoral para derrubar candidatura de Keitton Pinheiro

O Tribunal Regional Eleitoral prometeu total isenção, mas com um dos grupos antecipando decisões, cria um clima de suspeitas sobre o pleito

Foto: Reprodução / Redes Sociais

Vencer no voto não é mais uma opção no grupo da família Tiradentes em Coari. Isso porque o candidato progressista Keitton Pinheiro ampliou a diferença em relação ao segundo colocado, Robson Tiradentes, e de acordo com informações extraoficiais que o Radar Amazônico teve acesso, o objetivo da chapa dos Tiradentes agora é forçar a justiça eleitoral a não deferir a candidatura de Keitton.

Em rodas de conversa dos apoiadores de Robson não se fala outra coisa. “Eles tavam na mesa conversando que o judiciário está dominado. Já que não deu certo os ranchos do governador, a juíza vai receber pressão de cima para dar uma canetada para indeferir o Keitton”, revelou uma fonte extraoficial de Coari.

Se a manobra for confirmada, ficará clara a intenção de desrespeitar a vontade popular para atender interesses escusos. O Tribunal Regional Eleitoral prometeu total isenção, mas com um dos grupos antecipando decisões, cria um clima de suspeitas sobre o pleito.

Como o Radar vem mostrando em diversas publicações, o governador Wilson Lima (PSC) tem interesses reais na prefeitura de Coari. Isso acontece porque como é de conhecimento público, Lima vai buscar a reeleição em 2022, e Coari possui mais de 44 mil eleitores, sendo uma das maiores zonas eleitorais do Amazonas.

Após mandar a polícia avançar contra apoiadores de Keitton, e realizar um mutirão de cadastro para o Auxílio Estadual Permanente durante caravana de Robson Tiradentes Júnior, o grupo político dos Tiradentes e seus aliados no Governo do Estado decidiram afrontar a lei.

No último sábado (20) um escândalo escancarou a interferência de Wilson Lima nas eleições suplementares do município, o governador foi pessoalmente realizar a entrega dos cartões do Auxílio Estadual Permanente. A prática criminosa foi impedida pela Justiça Eleitoral, que realizou buscas e apreensões dos benefícios que estavam sendo distribuídos em pleno período eleitoral, uma prática proibida pela Lei nº 9.504/1997.