Sem contraproposta do governo, profissionais da educação não descartam a realização de greve geral

Diante da ausência de apresentação de uma contraproposta do Governo sobre o reajuste salarial correspondente a data-base de 2019, o Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom Sindical) informou que a categoria dará o prazo de seis dias para que a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) apresente uma contraproposta melhorada. Caso o Governo não envie no prazo estabelecido, a categoria articula um “indicativo de estado de greve geral”.

Os professores pedem o pagamento da data base e 15% de reajuste salarial. No entanto, em tratativas com a Seduc, a categoria conseguiu apenas a oferta de menos de 4%.

“Na hipótese de não haver apresentação de uma contraposta melhorada no prazo estabelecido, a categoria vai realizar uma nova Assembléia Geral Extraordinária para deliberar sobre instalação do Estado de Greve, no próximo dia 05 de abril, às 16h, na Praça da Polícia, em Manaus”, anunciou a entidade, após assembleia geral, realizada neste sábado (30).

Já em caso de envio de uma contraproposta à categoria, o Asprom sindical também informou, que uma Assembleia Geral será realizada para avaliar um possível acordo em data, horário e local a serem divulgados.

Na última quinta-feira (28), os profissionais da educação paralisaram as atividades como advertência e protestaram em frente à sede do Governo, no bairro da Compensa. Na ocasião, um grupo do Asprom Sindical foi recebido por representantes da Casa Civil e Militar.

A estimativa da categoria foi de que 50% das escolas públicas estaduais em Manaus e, em pelo menos, seis municípios do interior aderiram ao movimento.

Reuniões

A paralisação e os protestos aconteceram após duas reuniões entre a direção do Asprom Sindical e os secretários da Educação, ex-deputado Luiz Castro, e de Fazenda, Alex Del Giglio. As duas reuniões não deram em nada.

De acordo com o Asprom Sindical, quanto ao reajuste salarial, a proposta do Governo é de fazer apenas a reposição da inflação (4%).

“A desculpa do Governo atual é a mesma dos governos anteriores: não tem dinheiro e a folha de pagamento já ultrapassou os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal. Nós exigimos dos secretários documentos impressos e carimbados que comprovassem aquilo que estava sendo dito por eles, mas, igualmente aos governos anteriores os secretários se negaram a nos dar documentos sobre as contas do governo”, afirmaram os coordenadores do Asprom Sindical.

A primeira reunião entre o Asprom Sindical e a Seduc foi realizada no dia 15 deste mês. “O resultado da audiência não foi o que o sindicato esperava, pois não queremos nenhum tipo de atraso no pagamento de nossa data-base”, disse, após a reunião, o coordenador do Asprom, Lambert Melo.

Uma segunda reunião foi realizada na sexta (22), na qual o Governo propôs apenas a reposição da inflação. “Mais uma vez a categoria do Magistério foi desrespeitada pelos governantes”, lamentou o Asprom Sindical.