Sem diálogo com Governo do Amazonas, professores da UEA realizam mobilização contra perdas salariais

Após várias tentativas de negociações com o Governo do Amazonas não avançarem, o Sindicato dos Docentes da UEA (SIND-UEA) realiza esta semana reuniões de mobilização nas unidades de Manaus e do interior, para chamar atenção quanto as perdas salariais dos professores, que variam entre dissídios atrasados e escalonamentos previstos em lei. A proposta é definir como os profissionais se posicionam frente ao assunto.

Segundo o sindicato, os professores da instituição aguardam a resposta à solicitação de audiência com o governador Amazonino Mendes apresentada no último dia 5 e não descartam paralisação das atividades, caso a situação permaneça. “Nós estamos aguardando, mas não temos resposta. A situação está ficando insustentável”, afirma a presidente do SIND-UEA, Gimima Silva.

Dentre as reclamações dos professores, estão o pagamento do escalonamento programado em Lei para janeiro/2017 e janeiro/2018; o pagamento dos dissídios de 2015, 2016, 2017 e 2018; o pagamento retroativo de promoções horizontais e verticais; o pagamento da gratificação de produtividade acadêmica; além das disciplinas ministradas nos cursos de oferta especial (cerca de 80 professores). Somadas, as perdas ficam em torno de 49% de defasagem salarial.

De acordo com a diretora, as tentativas de diálogo com o Governo do Estado, iniciaram ainda na gestão José Melo e só na atual, três pedidos de audiência já foram protocolados sem sucesso. Além da demora na abertura de diálogo, Gimima lembra o calendário eleitoral, que pode dificultar o acordo. “O tempo é curto. Assim como outras categorias que estão recebendo seus atrasados nós também precisamos ser contemplados. Esperamos a sensibilidade do governador Amazonino Mendes com os professores e servidores da UEA, que foi idealizada e criada por ele”, disse.

Ação Ordinária

Além da audiência com o Amazonino, o sindicato aguarda também o parecer da ação ordinária apresentada na 1ª Vara da Fazenda Pública Estadual e de Crimes contra a Ordem Tributária. A ação faz parte do processo que pleiteia judicialmente o imediato pagamento do escalonamento dos vencimentos de docentes e técnico-administrativos da UEA.

Embora o PCCR esteja amparado por Lei e beneficie todos os servidores de carreira da Universidade, a reitoria da UEA, por meio da Procuradoria Jurídica, contestou a Ação. A procuradoria utilizou argumentos que protelam o pagamento dos valores, repetindo a mesma prática do caso tíquete-alimentação que recentemente foi reposto aos servidores como direito adquirido.