Sem leitos de UTI, Barreirinha e Nhamundá são recomendadas a cancelar festas na virada do ano

A aglomeração em festas do final do ano virou um alvo a ser evitado de forma séria neste 2020 para frear os números de casos confirmados de pacientes com novo coronavírus no Amazonas. Para tentar evitar encontros em áreas públicas e grandes festas realizadas em cidades do interior, o Ministério Público do Estado (MP-AM) e a Defensoria Pública do Estado (DPE-AM) estão fazendo recomendações aos municípios para que cancelem festas oficiais que já estavam programadas, sob risco de medidas administrativas e ações judiciais.

Nas recomendações, enviadas aos municípios de Itacoatiara, Rio Preto da Eva, Manacapuru, e agora Nhamundá e Barreirinha, a justificativa é para que sem evitadas aglomerações como prevenção à Covid-19 em decorrência do aumento de casos e mortes confirmadas, principalmente, na capital amazonense. Os ofícios enviados às Prefeituras de Barreirinha e Nhamundá são assinados pela defensora pública Gabriela Gonçalves, o defensor Gustavo Cardoso, as promotoras Marina Maciel e Eliana Amaral, além dos promotores Márcio de Mello e Marcelo Martins.

Um dos pontos principais para pedir o cancelamento das festas é que as cidades de Barreirinha e Nhamundá não dispõem de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e o agravamento no estado de saúde da população local, diante da grande ocupação de leitos em Manaus, pode representar “a perda do direito de lutar pela própria vida por ausência de recursos hospitalares”.

Com 967 casos confirmados e 17 mortes registradas em Nhamundá, a prefeitura informou que a festa oficial, que aconteceria na Praia da Liberdade, foi cancelada. A nota diz, ainda, que os casos na cidade estão controlados, mas que o momento é de prevenção.

Em Nhamundá, 1.491 casos e 27 óbitos foram confirmados. A prefeitura ainda não se manifestou sobre a festa na cidade.