Sem licitação, tio de secretário recebeu R$ 2,8 milhões pra alugar barcos para o Governo de Amazonino

 

Sabe aquele dito popular “mirei no que vi e acertei no que não vi”. Pois foi o que aconteceu quando publicamos a matéria intitulada “Casa Militar de Amazonino gastou mais de R$ 20,8 milhões com ‘transporte de autoridades’ em pleno ano eleitoral”. O caso é que entre as informações apuradas por nossa reportagem, viu-se que a empresa Iomar C. de Oliveira, de proprietário do mesmo nome, recebeu vários pagamentos este ano que somam R$ 2,8 milhões para alugar barcos para o Governo de Amazonino e, para nossa perplexidade, ela aparece no site da Receita Federal com atuação no ramo de artigos fotográficos e filmagens.

E, qual não é nossa surpresa ao ver que tinha coisa pior nessa história do que o fato de uma empresa de fotografia alugar barco para o Governo. Contrariando os princípios da Administração Pública, entre eles, os da legalidade, impessoalidade e moralidade, previstos no artigo 37 da Constituição Federal, quem recebeu as faturas milionárias da Casa Militar do Governo do Estado para alugar barcos, foi Iomar C. de Oliveira, que é ninguém menos que o tio do presidente da Amazonastur, Orsine Oliveira, que tem status de secretário por presidir um órgão estatal.

E, pensa que acabou por aí? Tem mais! Esses contratos foram todos sem licitação já que nas notas de empenho dos pagamentos feitos para a empresa está escrito: “não se aplica licitação” (ver notas de empenho no final da matéria).

O que significa que atropelaram a impessoalidade, a moralidade e a legalidade, ao dispensar licitação e contratar de forma direta empresa de parente de um membro do governo beneficiando a família de um agente público com dinheiro dos cofres do Estado.

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