Sem pagamentos terceirizados da saúde podem fazer greve em hospitais no AM

Devido atrasos de salários dos profissionais terceirizados da saúde, o Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado do Amazonas (Sindpriv), anunciou que a categoria pode cruzar os braços e paralisar 70% dos serviços nos hospitais públicos. O aviso ocorreu na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), nessa última quarta-feira (6). 

“Se o Governo não resolver a questão dos nossos pagamentos, vamos lançar o edital para todos os jornais e órgãos competentes e paralisar 70% do atendimento nos próximos dias. Chega, é muita humilhação”, avisou o diretor da entidade, José Picanço. 

Cerca de 100 profissionais terceirizados da saúde estiveram na Casa Legislativa para reivindicar do Governo do Amazonas, um cronograma de pagamentos dos quatro meses de salários atrasados. Na ocasião, o deputado estadual Wilker Barreto (Podemos) se reuniu com a categoria.

“Faço um apelo para que o Governo não seja insensível e mostre que realmente se importa com seu povo. Até agora não entendi o porquê do cancelamento da reunião com a Sefaz e a Susam, até porque não existe nada pior e mais grave do que a ameaça de parar a saúde no Amazonas. São quatro meses sem salários. O Sindicato vai parar, vai ter greve. É uma tragédia anunciada”, ponderou Wilker.

No encontro, que contou com a presença da líder do governo, deputada Joana Darc (PL) e do parlamentar de oposição, Dermilson Chagas (PP), Wilker solicitou que o Executivo agende, em caráter de urgência, um novo encontro entre a Secretaria de Estado de Saúde (Susam), Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), cooperativas de saúde e terceirizados para resolver o problema o mais rápido possível.

“É preciso que seja feita uma reunião para chegar a um acordo entre as partes e resolver logo o problema. É preciso que o Executivo tome a decisão firme de acabar com essa indefinição e garanta o Natal e o Ano novo de seis mil trabalhadores”, disse o parlamentar, sugerindo ainda uma nova forma de pagamento para os terceirizados. 

“O Governo pode até manter as datas de 27 de novembro e 27 de dezembro para fazer o pagamento (apesar desse período não ser oficial por parte do Executivo) desde que as empresas comecem a pagar na segunda quinzena deste mês ou começo de dezembro, até o dia 15. Isso sem falar do décimo até o dia 20 de dezembro”, completou o parlamentar.

Com informações da assessoria do deputado.