Sem prisão preventiva decretada, mãe e padrasto suspeitos de morte de menino autista deixam cadeia em Manaus

Como uma nova prisão não foi decretada, o casal não está sendo monitorado e nem fazendo uso de tornozeleira eletrônica

Foto: Divulgação

A mãe e o padrasto do menino Luiz Carlos, de 9 anos, que estavam presos desde o dia 1° de abril após ter prisão temporária decretada pela suspeita da morte do menino, foram soltos, nessa quinta-feira (5), após a Justiça não se manifestar e converter para prisão preventiva.

De acordo com a Polícia Civil e o Ministério Público do Amazonas (MPAM), houve a solicitação para converter para prisão em preventiva, mas o pedido não foi atendido. A criança era autista e foi brutalmente espancada antes de morrer, segundo a polícia.

O padrasto também foi denunciado pelo MPAM por homicídio triplamente qualificado, e de crime de maus tratos contra Luiz Carlos e a mãe.

Como uma nova prisão não foi decretada, o casal não está sendo monitorado e nem fazendo uso de tornozeleira eletrônica o que pode acabar atrapalhando em uma próxima busca ou até mesmo facilitar a fuga dos suspeitos.

Na época, o padrasto relatou que chegou a dar socos no estômago do menino e que ele teria caído e batido a cabeça no chão do banheiro.

“Eu me estressei, não sabia que ia acontecer isso. Ele estava bem, mas não sabia que tinha acontecido isso por dentro dele. No estômago mesmo, mão fechada, foram uns dois (socos). Eu fiquei com raiva, nesse momento eu perdi a cabeça e bati nele, estressado”, detalhou o padrasto.

Respostas

O Radar Amazônico entrou em contato com o Tribunal de Justiça do Amazonas (Tjam) e perguntou sobre o pedido de conversão de prisão e a demora em atender a solicitação, mas o mesmo se limitou a dizer que o caso está em segredo de Justiça e não pode passar mais informações sobre os trâmites.