Sem supervisão de gestores e educadores, estudantes fazem sexo em escola de Iranduba (ver vídeo)

Alunos envolvidos no ato libidinoso foram suspensos das atividades presenciais

Na manhã desta quarta-feira (24), o Radar Amazônico recebeu imagens chocantes, de estudantes de uma escola pública do Amazonas, que usaram a sala de aula como “motel” e praticaram sexo na frente dos colegas. Este caso é mais um escândalo envolvendo a rede pública de ensino do Estado, que atualmente está sob a coordenação da secretária Kuka Chaves.

A cena de sexo explícito praticada por estudantes menores de idade aconteceu no Escola de Educação de Tempo Integral (EETI) Professora Maria Izabel Desterro Silva, localizado na zona rural do município de Iranduba (a 20 km de distância de Manaus).

Conforme as imagens, os alunos chegam a usar a mesa do professor para fazerem o ato libidinoso. No momento da ocorrência, não estavam havendo aulas e o casal de estudantes aproveitou a saída dos colegas para executar o ato.

O caso rapidamente foi parar nas redes sociais, onde muitos internautas criticaram o uso de um espaço público que em tese deveria servir para educar, como um “motel” sem qualquer supervisão ou controle da direção da escola.

A reportagem entrou em contato com a escola e com a Secretaria de Educação do Amazonas (Seduc-AM)  para saber quais medidas serão tomadas contra os alunos que praticaram sexo na sala de aula, e também para questionar o motivo dos estudantes estarem sem aula e aparentemente sem supervisão, o que potencializa situações como essa. Em nota, a Seduc afirma que os alunos envolvidos foram advertidos e suspensos das atividades presenciais. No entanto, a Secretaria não informou o motivo da falta de supervisão nas dependências da unidade. Confira a nota na íntegra:

NOTA – CASO EETI IRANDUBA

A Secretaria de Estado de Educação e Desporto informa que foi registrado um boletim de ocorrência sobre o ocorrido na Escola de Tempo Integral em Iranduba e segue acompanhando o caso, junto com o Conselho Tutelar do município.

A pasta reitera que os estudantes utilizaram o intervalo entre as atividades pedagógicas para praticar o ato. Os envolvidos já foram alertados pedagogicamente sobre a gravidade do caso, assinaram advertência na escola e, a partir desta quarta-feira (24/11), estão suspensos de suas atividades presenciais, conforme previsto no Regimento da Escolas Estaduais.

Todos os profissionais da unidade de ensino estão trabalhando na orientação para que toda a comunidade escolar exclua os conteúdos compartilhados dos alunos, e alertando sobre as penalidades previstas no artigo 241A do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

De mal a pior

O descaso da gestão do governo de Wilson Lima (PSC) na educação pública vem ganhando notoriedade nos últimos anos. Isso porque diversas escolas do Amazonas sofrem com estrutura precária além da falta de valorização dos profissionais, que estão há mais de dois anos com os salários congelados.

Em outubro deste ano, o Radar mostrou a situação de escolas do município de Tefé (a 522 km de distância de Manaus) que conforme uma fiscalização feita pelo deputado estadual Dermilson Chagas (Podemos) estavam sem climatização e sem alimentação adequada para os estudantes, que tinham de comer carne em conserva e assistir as aulas sob o forte o calor.

Confira a seguir as imagens que mostram os dois estudantes praticando sexo na sala de aula de escola pública do Amazonas. A imagem foi censurada para preservar a identidade dos envolvidos.