Sem transformação de prisão temporária em preventiva, presos durante a segunda fase da Operação Sangria deixam a cadeia

Foto: Radar Amazônico

Após encerrado o prazo das prisões temporárias, os cinco presos na segunda fase da Operação Sangria sairam da penitenciária, no último domingo (18), de acordo com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap). Estavam presos o ex-secretário de Saúde do estado, Rodrigo Tobias; o marido da ex-secretária de Comunicação do Estado, empresário Luiz Carlos de Avelino Júnior; a ex-secretária executiva de Saúde, Dayana Mejia; o engenheiro clínico Ronald Gonçalo Caldas Santos; e o empresário e capitão reformado da PM, Gutemberg Leão Alencar.

Os ex-servidores e empresários ligados ao Governo do Amazonas foram presos, na última quinta-feira (8), na operação que investiga supostas fraudes e desvios na compra de respiradores pelo Governo do Estado. O período das prisões temporárias estava previsto para ser encerrado na última segunda-feira (12), mas foi prorrogado por mais cinco dias. Sem mais prorrogações, os presos foram liberados por volta da meia noite do último domingo, após decisão do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Francisco Falcão. Eles continuariam presos se a prisão temporária tivesse sido convertida em prisão preventiva.

Estavam presos no Centro de Detenção Provisória Masculino 2 (CDPM2), o ex-secretário de Saúde do estado, Rodrigo Tobias, o engenheiro clínico Ronaldo Gonçalo Caldas Dantas Santos, e o marido da ex-secretária de Comunicação do estado, Luiz Avelino Junior, segundo informações da Seap. A ex-secretária executiva da Saúde Dayana Mejia de Sousa estava presa no Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF), e Gutemberg Alencar estava no Batalhão de Choque.

Relembre o caso

Na última quinta-feira (8), os cinco suspeitos foram presos durante a segunda fase da Operação Sangria, que além dos ex-secretários e pessoas ligadas ao Governo, também teve como alvo de busca e apreensão o vice-governador do estado, Carlos Almeida (PTB).

Primeira fase

Tudo começou com uma matéria do Radar, do dia 13 de abril, denunciando a compra de respiradores – depois descobriu-se serem apenas ventiladores pulmonares – em uma loja de vinhos com visível sobrepreço. E essa compra, sem licitação e com indicios de superfaturamento foi exatamente o alvo da da primeira fase da Operação Sangria. As investigações da PF confirmam uma suposta fraude na compra e desvios de recursos públicos destinados a ações de saúde para combater a pandemia de coronavírus. Além das compras superfaturadas de respiradores, foram apontados diversos crimes como lavagem de dinheiro, direcionamento na contratação da empresa e ainda, a montagem de processos para encobrir os delitos praticados.

Nessa fase, a Polícia Federal cumpriu os mandados na sede do governo do estado, na casa do governador Wilson Lima e na secretaria de saúde, além dos mandados de prisão temporária contra oito pessoas, incluindo a então secretária de Saúde, Simone Papaiz. Também foram realizadas buscas e apreensões em 14 endereços de pessoas ligadas ao Governo do Estado.