Sem transporte para Manaus, filhote de peixe-boi com sete meses de vida espera resgate em Amaturá

Um filhote de peixe-boi com sete meses de vida foi apreendido há dez dias no município de Amaturá (a 1.106 quilômetros de Manaus) e está “encalhado” na região, devido às dificuldades enfrentadas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema) em conseguir o transporte do mamífero para a capital amazonense.

A apreensão do filhote que é uma fêmea pesando aproximadamente 18 quilos ocorreu após denúncia de um cidadão. Segundo apurou a Sema, o animal foi vendido por um indígena da Comunidade Tikuna de Maraitá por R$ 250 reais a um agricultor que pretendia criá-lo em um pequeno açude, cuja legislação proíbe a criação doméstica de animais silvestres.

O secretário municipal de Meio Ambiente, Reyner Omena Júnior informou que entrou em contato no mesmo dia da apreensão com o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) para realizar o translado do animal, mas recebeu a informação que o órgão não possui logística de transporte.

Já a Prefeitura de Amaturá não dispõe de recursos para o transporte do filhote que requer uma série de cuidados especiais. Segundo o secretário, a dificuldade está na localização de Amaturá, cujo acesso é somente via fluvial. Ele explicou que o animal teria que ser levado até a cidade de Tabatinga que dispõe de aeroporto.

Condições precárias

Enquanto fica o impasse sobre o translado do filhote, o mamífero está sendo mantido em uma residência, cuja a moradora ficou na condição de fiel depositária. No entanto, o filhote é mantido em condições precárias em uma caixa d´água. Diariamente funcionários da Sema complementam a alimentação do animal duas vezes ao dia com mamadeira, bem como medicação por orientação do veterinário Anselmo D`Affonseca.