Semed anuncia volta às aulas presenciais e professores marcam paralisação para o mesmo dia 

Foto ilustrativa de alunos em retorno às aulas/ Foto de manifestação dos professores/ Montagem Radar Amazônico

Foto ilustrativa de alunos em retorno às aulas/ Foto de manifestação dos professores/ Montagem Radar Amazônico

Apesar do anúncio de “estado de greve” pelo Sindicato dos Professores e Pedagogos das Escolas Públicas do Ensino Básico de Manaus-Asprom Sindical, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) – ler secretário Pauderney Avelino (DEM) – decidiu que a rede municipal de ensino voltará a ter aulas presenciais no dia 18 de maio. A Semed determinou que escolas enviem comunicados aos responsáveis e professores sobre o retorno das aulas presenciais de ensino. (ver comunicado no final da matéria). Paralelo a isso, os profissionais da rede de ensino municipal marcaram uma paralisação para o mesmo dia, segundo nota enviada ao Radar pela Asprom Sindical.

Por esse motivo, as escolas estão emitindo comunicados sobre o retorno das aulas presenciais. No documento que está sendo distribuído na Escola Municipal Maria Pereira Campos, na zona norte da capital, por exemplo, a recomendação é que os professores entreguem os comunicados aos pais, informando que “por conta da diminuição dos casos de Covid-19 na capital, estão retornando as aulas presenciais no dia 18/05/21 (terça-feira), mas de forma escalonada”. (ver comunicado no final da matéria)

A forma escalonada a que se refere  o documento é de que as turmas vão ser divididas em dois grupos, para que diariamente fique apenas 50% dos alunos matriculados nas salas de aula. O grupo 1 teria aulas às segundas e quartas-feiras e o grupo 2, às terças e quintas. A sexta-feira será reservada ao trabalho pedagógico de professores e pedagogos.

A Semed quer que os professores também façam o trabalho de monitorar os alunos para que as crianças evitem o contato físico, não ocorrendo abraços e apertos de mão, por exemplo.

Indicativo de greve

 Mas se o retorno das aulas em Manaus acontece  na próxima semana, o Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom Sindical) diz  que haverá uma denominada “paralisação de advertência no mesmo dia”, que teria sido aprovada em Assembleia Geral Extraordinária, realizada no dia 07 deste mês.

“O retorno já está sendo anunciado pela Prefeitura de Manaus há duas semanas. Os documentos visam supostamente preparar o ambiente escolar para o recebimento das aulas presenciais. No entanto denunciamos o descaso, pois a categoria não foi nem sequer ouvida pelo poder público. Os professores não estão totalmente vacinados, e precisamos de reformas nas escolas para suporte básico porque têm salas de aula que as janelas sequer abrem, são lacradas e isso impede a circulação de ar natural, algo  totalmente contrário às determinações da Organização Mundial da Saúde”, alerta Lambert Melo, coordenador de comunicação do Asprom Sindical.

Outra problema apontado pelos professores é que a grande maioria dos responsáveis pelos alunos das escolas municipais levam seus filhos por meio do transporte coletivo para as escolas. Assim, o sindicato esclarece que é bem óbvio o fato de que os ônibus estão superlotados e essas aglomerações transformam o transporte coletivo no foco de disseminação da doença, fazendo com que o vírus sela levado para as escolas. Juntando isso com esses outros motivos, as escolas precisariam manter seu ensino remoto até o término da vacinação dos profissionais”, alerta Lambert.

A Assembleia aprovou também a possibilidade de uma Assembleia Geral em conjunto com o Sinteam e Avamseg, que são entidades que representam os outros trabalhadores da Educação, da Capital e do Interior.

Uma nova Assembleia Geral do Asprom Sindical ficou indicada para acontecer no dia 19/05, dependendo do resultado da paralisação de advertência do dia 18, onde um Indicativo de Greve  deverá ser colocado em discussão.