Semed de Artur Neto corta “auxílio localidade” dos salários de professores

Artur e secretária

O corte no denominado “auxílio localidade”, aquele que é pago aos professores do município que trabalham em escolas distantes do local onde moram, a grande maioria delas fora do perímetro urbano, veio ao conhecimento do Radar pela carta do marido de uma professora da secretaria de Educação (Semed) da Prefeitura de Manaus, Isaias Lobão.

Na carta, Isaias conta que sua esposa, Tania, teve a redução de R$ 700,00 (setecentos reais) do seu salário de dezembro, gratificação que sempre recebeu por trabalhar na Escola Municipal Esmeralda Soares, no bairro Tarumã-Açu (União da Vitória), próximo a barreira, início das rodovias BR-174 e AM-010. Tânia é professora concursada do município, em duas cadeiras pela Semed e, por cada uma das cadeiras recebia o auxílio de R$ 350,00 (trezentos e cinquenta reais). O corte no auxílio, segundo ele, teria acontecido sem qualquer aviso, ou explicação.

Por outros colegas professores, é que a educadora teria tomado conhecimento de que houve uma publicação, no Diário Oficial do Município, datada do dia 16 de novembro (ver DOM no final da matéria),  assinada pela secretária de Educação da Prefeitura de Manaus, Kátia Schweickardt, onde ela lista as escolas em que os professores continuarão recebendo “os subsídios das Funções Especiais do Magistério”, que nada mais é do que o chamado “auxílio localidade”.

Como o leitor do Radar vai notar, a publicação não explica nada e, como bem fazem os gestores que escamoteiam seus “frios” atos insensíveis, usando as “letras frias das Leis”, a secretária apenas cita incisos e parágrafos, sem dizer o que eles dispõem, e lista as escolas onde os professores vão continuar recebendo o benefício, esquecendo – propositalmente, né gente? – de citar as escolas onde os professores passam a não receber mais o auxílio, como se esses educadores não existissem.

Mas, como para o Radar, essas pessoas não são invisíveis, aí vai na íntegra a carta do esposo da professora Tania, Isaias Lobão: “ O prefeito mais uma vez ataca de forma covarde os professores retirando R$ 700 reais dos seus proventos. O auxilio localidade é um benefício que o professor recebe para trabalhar nas escolas mais distantes da comunidade.

Este benefício, a título de economia, foi retirado de vários professores escolas que se encontram nos bairros próximo à barreira de Manaus, exemplo, Escola Municipal Esmeralda Soares no bairro Tarumã-Açu (União da Vitória) junto a barreira de Manaus. Estes bairros não mudaram de lugar, aconteceu foi o pior, inúmeros condomínios como Viver Melhor, Villa jardim e muitos outros se instalaram na área, o que trouxe congestionamento e aumento do consumo de combustível, aumentando a despesa dos professores.

A professora Tania Diniz diz não sabe porque o prefeito ao invés de cortar gastos com publicidade e viagens (como foi a viagem a passeio da secretária para os EUA) tenta atacar o salário de uma categoria que ganha tão mal.

Em dezembro passado o prefeito falou em uma rádio que pagaria o Fundeb em Janeiro de 2015, e ao contrário foi a público dizer que não pagaria mais nada pois já tinha usado mínimo, ou seja, usou de subterfúgio da lei para prejudicar os professores mais uma vez.

Em novembro deste ano foi retirado o auxilio transporte e o alimentação e devido aos inúmeros protestos foi pago em folha extra.

Parece que, para não causar forte impacto estão fazendo novo ataque, agora por zona evitando assim o protesto coletivo. Estou enviando as imagens da publicação no Diário Oficial.

Belo Natal para os professores!”

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