Semsa discute ampliação da atenção básica de saúde para indígenas

As estratégias para ampliação do acolhimento de indígenas urbanos nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da Prefeitura de Manaus, são tema de uma oficina, entre gestores e técnicos da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), iniciada nesta quinta-feira (17). As discussões sobre o tema encerram nesta sexta-feira (18).

A meta é a implementação do fluxo de saúde indígena na atenção primária, no qual estarão inseridos fatores importantes de organização para o atendimento como o georreferenciamento para localização exata das comunidades indígenas que estão na área urbana de Manaus, como também no entorno, na região metropolitana.

A oficina de saúde indígena na atenção primária foi promovida pela Semsa, por meio do Núcleo de Saúde de Grupos Especiais (NUSGE), na sede da Divisão de Desenvolvimento Profissional do Magistério (DDPM) da Secretaria Municipal de Educação (Semed), na zona Centro-Sul.

Segundo o secretário municipal de saúde, Marcelo Magaldi, as oficinas reúnem profissionais que lidam diariamente com as necessidades dos indígenas em unidades de saúde. As experiências vivenciadas nas unidades referenciadas para atendimento a grupos especiais são analisadas e colocadas em discussão para a melhoria do atendimento na ponta.

“A partir dos relatos cotidianos é possível traçar uma linha geral de atuação, levantando dados importantes, corrigindo falhas e apontando soluções para situações recorrentes. É nossa intenção que este acolhimento possa ser o mais efetivo possível. Os profissionais que participam da oficina vão ser multiplicadores nas unidades onde trabalham”, destacou Magaldi.

A chefe do NUSGE, Wanja Dias Leal, informou que foi elaborado um relatório com todas as situações levantadas para serem trabalhadas nas unidades de saúde, pelos gestores.

“As discussões desta oficina nos deram a oportunidade de levantar as soluções para problemas recorrentes em relação a saúde dos índios que estão vivendo em zona urbana. Atualmente, as etnias ticuna, mura, kokama e sateré-mawé são as que mais procuram áreas próximas da cidade”, observou Wanja.