Profissionais da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) participaram nessa quarta-feira (28), de uma reunião para atualização de informações e alinhamento das novas estratégias para controle do sarampo em Manaus. Foram confirmados quatro casos da doença, de um total de 58 casos suspeitos. A programação aconteceu no auditório do Conselho Municipal de Saúde, no conjunto Santos Dumont, bairro da Paz, com a participação de profissionais dos Distritos de Saúde (Disas) Oeste e Rural.
“A Prefeitura de Manaus tem elaborado uma série de ações para o combate ao sarampo e que precisam ser implementadas de maneira rápida e eficiente. Como são os profissionais que trabalham nas Unidades Básicas de Saúde que têm o primeiro contato com os pacientes, é preciso que estejam atuando de forma alinhada com as novas estratégias”, informou o secretário municipal de Saúde, Marcelo Magaldi, lembrando que uma das novas ações implantadas é a intensificação da vacinação contra o sarampo em crianças já a partir de seis meses, e não somente a partir de 12 meses como preconizado pelo Ministério da Saúde.
De acordo com a chefe do Núcleo de Imunização do Disa Oeste, Ingrid Alves dos Santos, a reunião teve a participação de enfermeiros, técnicos de enfermagem e diretores de Unidades de Saúde da zona Oeste.
“Foram atualizadas informações sobre o esquema vacinal, o público alvo, a abordagem no momento da investigação dos casos suspeitos e durante os bloqueios vacinais, e sobre como registrar as informações nos cartões de vacina, garantindo a maior resolutividade do trabalho desenvolvido”, destacou Ingrid Santos.
Além da equipe de enfermagem e diretores, o Disa Rural reuniu agentes comunitários de saúde da área fluvial (rios Negro e Amazonas). A chefe da Divisão de Vigilância em Saúde Rural, bióloga Shelley Fernandes, informou que um dos focos é o trabalho de vigilância e monitoramento na área rural terrestre, que inclui comunidades ao longo da BR-174 (Manaus/Boa Vista), que recebe grande fluxo de pessoas chegando de Roraima, estado que também registrou casos de sarampo.
“O Disa Rural ainda não notificou casos suspeitos da doença em sua área de abrangência, mas vem fazendo o trabalho de investigação de situações em que o paciente identificado na zona urbana tem contatos familiares que trabalham ou residem em áreas da zona rural. Assim, o Disa Rural faz a investigação e a intensificação vacinal nessas áreas, reduzindo os riscos de transmissão”, informou Shelley Samia.
A prevenção mais eficaz contra sarampo é por meio da vacinação. E a população pode procurar o serviço em 183 salas de vacina na rede pública de saúde.
Foto: Divulgação/Semsa

