Será que o “novo” sobrevive?

Em todas as rodas de conversas em que tenho estado presente, de repente surge essa discussão – sem briga, logicamente, porque só me encontro com gente da paz – sobre a sobrevivência ou não dessa figura política que foi a tônica das últimas eleições estaduais, o tal do “novo”. Aquele personagem que, além de ter uma idade considerada nova para o mundo político, também nunca se elegeu pra nada e nem ocupou cargo público.

As opiniões são antagônicas. Há quem afirme que a figura do “novo” na política foi destruída com as experiências das últimas eleições, que o discurso do novo virou pó diante da ineficiência de quem se elegeu. Com isso, os velhos caciques vão estar de volta com toda força porque o eleitor já conhece o trabalho desses políticos e aprova muito do que eles fizeram. A figura do “novo” teria sido uma “onda” que passou e só trouxe decepção.

Porém, há quem ainda finque pé de que “o novo na política” tende a permanecer, que ainda há tempo pra que eles se recuperem e mostrem que a falta de experiência administrativa não é assim tão ruim. Dá pra aprender com os erros e conseguir alcançar bons resultados na gestão pública.

Mas há ainda uma terceira vertente que acredita que surgirá uma figura política inédita nas próximas eleições municipais: o novo, mas com alguma experiência administrativa, homens e mulheres que, cronologicamente, estariam jovens para o universo político atual, mas que já ocuparam cargos públicos e tiveram seu desempenho testado. Jovens políticos que demonstraram disposição para o trabalho, honestidade e capacidade administrativa.

E você, caro leitor do Radar, de que lado da discussão você está?