Será que vai azedar o jantar da base aliada?

Desde o início da semana, que o vereador Marcelo Serafim (PSB) usa toda a sua técnica de quem já foi “chef de cozinha” em jantares de outro prefeito, seu pai, Serafim Correa, para não deixar “azedar o caldo” desse encontro entre o prefeito Artur Neto (PSDB) e os vereadores. Mas, o que se diz por aí é que a tarefa não está muito fácil. Primeiro, teria sido o prefeito que avisou que não ia, utilizando-se da conhecida desculpa dada no mundo politico, de que já havia marcado compromissos fora do Estado. Mas, na verdade, o motivo era outro. O prefeito mostrou não estar nem um pouco disposto a ouvir cobranças dos vereadores por promessas que fez (e segundo os vereadores não cumpriu) em jantar anterior, realizado no mês passado. Mas, aí, entrou em cena a rapaziada do “deixa disso” que decidiu mostrar para o prefeito que essa sua decisão de não ir ao encontro poderia acirrar ainda mais os ânimos lá pelas bandas da Câmara. E aí, diz que o prefeito decidiu rever sua decisão. Mas, de repente a falta de disposição para ir ao jantar do Marcelo passou a ser de um grupo dos seus colegas de Parlamento, vereadores descontentes que teriam a seguinte posição: “o que fazer em outro jantar, ouvir promessas? E, as informações são de que mais uma vez a turma do deixa disso está tentando contornar a situação, utilizando o argumento de que, com prefeito ou sem prefeito, os vereadores precisam estar unidos. Será que vai dar certo?

Palmas pro Barreto, gente!

Na sessão plenária de ontem (15) da Câmara Municipal de Manaus (CMM) teve gente que ouviu boaquiaberta o discurso do líder do prefeito na Casa, vereador Wilker Barreto. Pois, não é gente, que o nobre edil estava inspirado ontem. Ele conseguiu o feito de fazer o que a rapaziada aqui do Radar chama de discurso “tudo de bom”, objetivo, ético, lógico, prático e etc,etc,etc. Barreto fez uma abordagem, que poderia se chamar de extremamente sincera e lúcida (sem lambança) sobre a violência sexual contra crianças e adolescentes e o número de casos que, todos os anos, sempre é alto. Barreto falou sobre a impunidade  que faz com que essa violência aumente por causa da certeza dos criminosos de que não haverá punição. Ele citou como exemplo o fato de a Câmara ter provado uma lei, em 2009, que determina o fechamento de hotéis, boates, restarurantes e casas noturnas que, de alguma forma, incentivem à exploração sexual. “É inacreditável que não exista uma casa noturna, uma boate, um inferninho, um bordel, nessa nossa cidade onde não haja essa prática criminosa. A Lei tem quatro anos e nenhum estabelecimento foi fechado.  O nome disso é impunidade”, criticou Barreto. Palmas, pra ele gente! Só faltou uma coisinha no discurso do Barreto, ele esclarecer aqui pra nós de quem é a responsabilidade pela fiscalização do cumprimento da Lei. Não é da prefeitura? Ou a gente tá errado? Mas, aí a gente já tá querendo demais, né?

Damas em disputa

Sabe aquele passarinho, gente? Aquele que insiste em seguir os sinais do Radar? Não importa se a gente enxota, ele vai e volta. Aí já decidimos até adotar mesmo o enxerido. Pois, ele veio com uma conversa, ontem, que a gente não quer acreditar de jeito algum. Imaginem que ele disse que, pousando aqui e ali, notou que está havendo uma disputa entre o pessoal da primeira dama do Estado, Nejmi Aziz, e o pessoal que trabalha com a primeira dama do município, Goreth Garcia. Segundo nosso amigo passarinho, eles agem como se estivessem participando de alguma competição, de alguma disputa. No caso das manifestações públicas, como por exemplo as que estão sendo feita em repúdio à violência sexual contra crianças e adolescentes,  cada grupo fica  querendo levar cada vez mais gente, atrair mais mídia, num frenesi doido pra mostrar serviço pras chefas primeiras-damas, e, ao mesmo tempo, mostrar pra toda mundo que a sua primeira-dama, seja ela do Estado ou do município, é que é “a última coca-cola do deserto” . Pelo amooor de Deus, se nosso amigo passarinho não endoidou, é muita falta de senso fazer pirotecnia política com assunto tão sério. A  gente tá torcendo é que não seja verdade, e que todo mundo, unido, demonstre sua indignação contra esse tipo de violência, se bem que ainda não entendemos pra que serve tanta manifestação, queremos mesmo é cadeia pra esses monstros.