Serafim acusa governador de crime eleitoral e pergunta: Cadê o MPE?

O deputado Serafim Corrêa (PSB), levando em conta palavras ditas pelo governador Amazonino Mendes (PDT), durante reunião realizada com prefeitos do interior, no sábado passado, acusou Amazonino de crime eleitoral. Serafim disse que Amazonino está “usando a máquina pública para fins eleitoreiros” ao prometer aos gestores do interior, mesmo aqueles que estão inadimplentes , que vão estar incluídos em um rateio de R$ 500 milhões que será repassado a essas prefeituras, às vésperas da campanha eleitoral.

Para o parlamentar, a fala do chefe do Poder Executivo representa crime eleitoral e alerta os órgãos de controle, com destaque para o Ministério Público Eleitoral (MPE).

“O MPE tem que acordar e olhar para o outro lado da rua. O MPE é do lado direito e a Sefaz é do lado esquerdo. Reunião com prefeitos prometendo distribuir R$ 500 milhões, mesmo para aqueles que estão inadimplentes, utilizando a Procuradoria para buscar “outros caminhos” para que o dinheiro chegue nas mãos dos gestores, é crime. Que isso? Não tem criança aqui, não tem neném. Eu espero que o Ministério Público Eleitoral saia do seu mutismo e faça alguma coisa”, protestou.

Serafim lembrou que, em 31 de dezembro de 2016 o governo possuía em sua conta R$ 1,9 bilhão. No primeiro quadrimestre (até 30 de abril) de 2017 tinha R$ 2,381 bilhões. No segundo quadrimestre (até 31 de agosto de 2017) tinham R$ 2,304 bilhões. No terceiro quadrimestre o estado possuía em seus cofres R$ 2,252 bilhões.

“Então vejam, o estado do Amazonas em nenhum momento estava falido e nem quebrado. E estou abordando isso para desmontarmos esse discurso político de “peguei o estado quebrado”, esse vitimismo não procede. O que está acontecendo se chama “campanha eleitoral”, “uso da máquina”, concluiu Serafim.