Serafim alerta para o risco de desabastecimento de combustível no Amazonas com venda da Reman

Deputado aproveitou sua fala na ALE-AM para expor a preocupação com a venda

Foto: divulgação

O deputado estadual Serafim Corrêa (PSB) usou a tribuna da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam),  nessa quinta-feira (2) para pedir que a Superintendência-Geral do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) reveja a decisão que aprova a venda da Reman (Refinaria de Manaus Isaac Sabbá) para o Grupo Atem, pois para o deputado a situação pode causar um desabastecimento de combustível no Amazonas.

“Venho tratar de um assunto que deve preocupar a todos. Quando a movimentação era dos petroleiros contra a venda da refinaria pela Petrobras para o Grupo Atem, era uma coisa. Poderia se dizer que aquilo era uma luta de empregados de uma empresa estatal que passariam a ser empregados de uma empresa privada. E poderiam perder vantagens e direitos. Temos que reconhecer suas razões e preocupações que merecem todo apoio”, disse.

Para o parlamentar, a venda causa preocupação nas distribuidoras com aumento dos combustíveis em decorrência da operação. “A refinaria está sendo vendida para o Grupo Atem, mas a Ipiranga, Equador, Raízen e a Fogás estão recorrendo da decisão do Cade para que reexamine, porque o monopólio é muito ruim. Pior do que o monopólio estatal, é o monopólio privado. Vamos ter até o risco do desabastecimento, porque apenas uma distribuidora, que é a adquirente, iria ficar com todo o complexo de desembarque de derivados de petróleo. Isso também pode resultar em aumento de preços”, alertou Serafim.

Por fim, o deputado ressaltou que espera equilíbrio do Cade na decisão. “Esta é uma luta de grandes empresas que também sentem, a exemplo do que dizem os petroleiros, que nós podemos estar diante de um aumento de combustíveis em decorrência da venda da refinaria de Manaus. Entendo que esse é um debate legítimo que deve ser travado no âmbito deste parlamento, que representa o povo e sabe que como será ruim para o Amazonas esta operação. Espero que o Cade haja com equilíbrio, serenidade e ouça todas as partes”, concluiu.