Servidora da Adaf que já trabalhou na AgroRio pode ajudar na fiscalização de carnes suínas, diz deputado

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Com relação à denúncia que fez na última terça-feira (04), na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), sobre o descumprimento das normas técnicas exigidas pelos órgãos federais e estaduais para comercialização da carne suína, o deputado Dermilson Chagas (Podemos) também informou que a Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (Adaf) tem em seu quadro funcional uma servidora que já trabalhou na AgroRio, uma das empresas apontadas por denunciantes de criar e abater porcos sem obedecer os critérios sanitários.

O parlamentar disse que foi informado por denunciantes de que a servidora Graziele Domingues trabalhava na AgroRio cuidando especificamente da área de alimentação animal. Graziele Domingues é servidora comissionada, lotada no setor de assessoria da Adaf no cargo de assessor I. Por essa razão, o deputado Dermilson Chagas disse que a ex-funcionária da AgroRio pode fornecer informações sobre todas as denúncias sobre a criação, abate e comercialização indevida de carne suína.

“Então, o quê que falta para a Sepror e a Adaf fazerem uma fiscalização nessa empresa? O quê que falta para o secretário da Sepror, Petrucio Magalhães Júnior, fazer um trabalho digno para a sociedade, que está consumindo carne de porco inapropriada e provavelmente com salmonela, que causa problemas gravíssimos de saúde aos seres humanos?”, questionou o deputado,

Deputados fiscalizarão fazenda

O deputado Dermilson Chagas disse que, já que a Sepror e a Adaf não realizam fiscalização nos matadouros, ele, como presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Pesca, Aquicultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Comapa), irá fazer uma visita, juntamente com outros deputados, para averiguar as denúncias. A visita está agendada para acontecer em breve.

Os deputados Tony Medeiros (PSD) e Adjuto Afonso (PDT) se pronunciaram favoráveis a uma fiscalização no local denunciado. Dermilson Chagas também encaminhou pedido de providências ao Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa).

(*) Com informações da assessoria