Servidores de Rio Preto falam de situação desesperadora por falta de pagamento dos salários

professora de rio preto
O atraso no pagamento dos salários dos servidores municipais de Rio Preto da Eva, foi denunciado hoje (7) da tribuna da  Assembleia Legislativa pela professora Ivone Palheta (foto), em espaço de tempo concedido pelo deputado Luiz Castro. Os funcionários entraram em greve na terça-feira (5) por tempo indeterminado, até que suas reivindicações sejam atendidas pelo prefeito e médico Luiz Ricardo Chagas.
Ivone Palheta relatou a situação constrangedora imposta aos funcionários pela Prefeitura, que se nega a cumprir os acordos para o pagamento das categorias de trabalhadores, principalmente da Saúde e da Educação, que estão passando dificuldades com suas famílias.
De acordo com a professora, os servidores que aderem ao movimento grevista, sofrem retaliações e estão sendo exonerados pelo prefeito Luiz Ricardo Chagas, que considera a paralisação como questão politiqueira. Em alguns casos, o atraso salarial é de seis meses.
As atividades nas escolas estão paralisadas e as unidades de saúde funcionam com apenas 30% dos funcionários. “Infelizmente, a população e os alunos  também estão sendo prejudicadas, mas o prefeito não se sensibiliza com o agravamento dessa situação” reclamou a professora.
As condições de trabalho nas escolas, segundo a professora, são precárias e na  área rural não há condução para transportar os alunos, que já estão com o calendário escolar defasado.
Na avaliação do deputado Luiz Castro, o prefeito de rio Preto da Eva precisa expor a situação financeira do município e dialogar com os servidores, em busca de uma alternativa para regularizar o pagamento dos funcionários, e evitar que a população seja prejudicada com a paralisação dos serviços municipais.
Luiz Castro se comprometeu em realizar uma reunião no município  com as categorias de servidores em greve. Ele vai solicitar o apoio da Defensoria Pública e da Promotoria de Justiça de Rio Preto da Eva.