Servidores do Estado da área de Saúde anunciam manifestação para o próximo dia 15

Cansados de esperar anos por um posicionamento do governador José Melo (PROS), os servidores da Saúde irão realizar uma manifestação no próximo dia 15 de março em frente à sede da Secretaria de Estado de Saúde (SUSAM), na Avenida André Araújo, com concentração às 8h.

Os servidores cobram reposição salarial desde 2014, que já chega a 25% de reajuste, o retorno do vale alimentação suspenso desde abril do ano passado e também a criação da Comissão de Avaliação de Desempenho do PCCR responsável pelas promoções dos servidores.

Segundo um dos organizadores da mobilização, Ronaldo Amazonas, muitos servidores já se aposentaram no prejuízo ou estão aguardando aposentadoria sem poder fazê-lo, em virtude das perdas salariais a que seriam penalizados.

Ronaldo Amazonas informou que, em dezembro de 2016, foi protocolado na SUSAM um ofício contendo essas reivindicações e solicitando ao titular da pasta, na época, uma audiência que nunca houve e, somente em fevereiro desse ano, o governador resolveu receber em audiência, membros da Mesa Estadual de Negociação composta por sindicatos e até entidades estranhas à SUSAM ou que sequer haviam assinado o ofício/manifesto, as quais capitularam diante da proposta governamental de aguardar até abril por uma possível resposta sobre as reivindicações postas.

Tal decisão do governador de barrar dirigentes sindicais e de associações signatárias do ofício original encaminhado à SUSAM, causou enorme insatisfação na base dos trabalhadores da saúde do Estado e estes resolveram adotar uma postura diferente, assumido por sua vez as rédeas do movimento e chamando estas entidades para, em conjunto, assumirem os destinos do movimento agora denominado Manifestação dos Trabalhadores da Saúde do Estado.

“A manifestação dos trabalhadores da saúde dia 15 de março será de caráter pacifico e ordeiro como tem sido até aqui os movimentos pelos direitos da categoria e, ao final, uma comissão entregará em mãos da secretária de saúde um documento firmado por todas as entidades e lideranças do movimento estabelecendo inclusive um prazo para que a pauta seja atendida antes de o movimento descambar para a paralisação o que todos nós, sociedade, governo e trabalhadores não desejamos”, declarou Ronaldo Amazonas.