Sete vereadores assinam requerimento para abrir a “caixa preta” da tarifa de ônibus

Mais um vereador, desta vez Marcel Alexandre (PMDB), assinou o requerimento de seu colega de Câmara Municipal de Manaus (CMM), o vereador Waldemir José (PT) que solicita a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para esclarecer quais foram os cálculos feitos pela Prefeitura de Manaus, através da SMTU, e pelos empresários do transporte coletivo, para se chegar ao valor da tarifa de ônibus praticada atualmente, assim como todos os benefícios concedidos aos donos de empresas de ônibus, através de isenção de impostos, federais, estaduais municipais, e ainda o pagamento mensal em dinheiro de quase R$ 1,8 milhão repassado às empresas do transporte coletivo para que o reajuste da tarifa, concedido em março pelo prefeito Artur Neto, fosse retirado e a passagem voltasse a custar R$ 2,75.

Waldemir José garante que além da assinatura de Marcel Alexandre, também assinaram os vereadores Gilmar Nascimento (PDT), Isaac Tayah (PSD), Massami Miki (PSL), os petistas Rosi Matos e prof. Bibiano, e que já garantiu assinatura o vereador Davi Reis (PSDC).  Mas, ainda faltam sete assinaturas, conforme determina o Regimento Interno da CMM para instalação de uma CPI. E aí, como se diz na linguagem popular, é que a jiripoca vai piar, porque essa novela a gente já viu um monte de vezes, e tem muita gente que faz discurso bonito dizendo que não tem nada a esconder mas na hora “h” faz que nem no desenho animado do Leão da montanha: “saída pela esquerda”.

Só o Praciano

Essa façanha de instalar CPI, fazer cálculo de planilha de custo da tarifa e mostrar o resultado pra população, o Radar captou que só quem conseguiu foi o então vereador, hoje deputado federal, o também petista Francisco Praciano (2004) – e prestou contas à população bem ao seu estilo, em cima de uma Kombi, com um microfone na mão, em pleno terminal de ônibus da matriz. E aí foi a maior confusão porque nos cálculos de Praciano e uma equipe de técnicos, os empresários estariam cobrando R$ 0,20 a mais no preço da passagem de ônibus. E, naquela época, eles já cantavam um tal do chorinho intitulado “não temos lucro”. Desde aquele tempo, os empresários já faziam caridade pro povo de Manaus. Que empresários bonzinhos, não é mesmo?

Vai dar rolo!

E, agora, outro petista, o vereador Waldemir José, além de querer instalar a CPI, solicitou a Mesa Diretora da CMM – ler vereador Bosco Saraiva, por meio de memorando, cópias das certidões de quitação de débitos do Imposto Sobre Serviço (ISS) e do Imposto Nacional de Seguridade Social (INSS), além de todos os demais impostos exigidos pelo processo de licitação das empresas de transporte público de Manaus de acordo com o artigo 258, inciso 20 da Lei Orgânica do Município (Loman). Tá certo que o vereador, pra tomar alguma atitude precisa de documentos oficiais – que é melhor esperar sentado porque há quem aposte aqui no Radar que isso vai demorar -, mas caso a gente se engane, não precisa nem ser vidente prá saber que, pelo menos de INSS, nem ilusionista consegue fazer aparecer certidão de quitação de débitos. Os próprios empresários disseram em pleno TRT que há anos descontam mais embolsam o dinheiro e não repassam para a previdência. E, o vereador Waldemir José está com segundas intenções (nesse caso o povo do Radar nunca viu tão boas segundas intenções) já que no caso de calote no pagamento de impostos as empresas deveriam ser multadas e, em caso de reincidência, haver o rompimento do contrato de concessão, o que não foi cumprido por prefeito algum. Isso vai dar rolo!