Sinais de armação: “padre” prefeito de Coari tira licença de 36 dias e seu irmão assume como prefeito

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Em meio a tantas denúncias que vão de enriquecimento ilícito – nunca se viu comprar tantos imóveis em tão pouco tempo – a desvio de recursos do Fundeb até mesmo da merenda escolar, o prefeito de Coari, o vice de Adail Pinheiro que ocupa o cargo desde fevereiro do ano passado quando Adail foi preso, Igson Monteiro, resolveu dar uma sumida, tirar umas férias de 36 dias, com a devida aprovação da Câmara Municipal de Coari, que deu autorização para que o prefeito se ausente da cidade por mais de um mês.

A licença do prefeito foi confirmada pelo Radar através de ligações telefônicas. Os únicos que atenderam as ligações foram os vereadores Iran Medeiros, licenciado da Câmara porque está ocupando o cargo de secretários de Obras, e Clodair Melo Nunes. Ambos confirmaram a ausência do prefeito por 36 dias. Iran disse que não poderia dar mais detalhes do motivo da licença porque não estava mais como vereador. Clodair também confirmou a aprovação pela Câmara do afastamento do prefeito por mais de 30 dias, e não soube explicar como o pedido de licença do prefeito “padre”, aprovado no ano passado, até hoje não foi publicado no Diário Oficial dos Municípios. “Devia ter sido (publicado)”, se resumiu em dizer o vereador que faz parte da Mesa Diretora da Casa. Quando perguntado sobre os motivos apontados por Igson Monteiro para a tal licença, o vereador desconversou, disse não se lembrar – dá pra acreditar, gente?

O vereador prometeu passar por mensagem o telefone do diretor geral da Câmara de Coari e determinar a ele que entregasse ao Radar cópia da licença do prefeito. Nem passou mensagem alguma, não autorizou a entrega do documento e começou a fugir do Radar que nem o diabo foge da cruz – igualzinho o prefeito “padre” que diz cruz credo toda vez que ouve falar no nome do Radar.

“Padre” no exterior

Mas, apesar dos vereadores de Coari não dizerem nem com reza braba quais os motivos da longa licença do prefeito de Coari, o Radar captou o que andam dizendo pela cidade de Coari, que o “padre” resolveu “voar” para os Estados Unidos – será que depois da socialite Elaine isso virou moda é? “O padre decidiu ficar bem longe das reclamações e denúncias daqueles que passaram um Natal, e um Ano Novo de miséria porque não receberam 13º e nem salário”, diz um servidor de Coari.

Mas, sentado em sua cadeira de prefeito, Igson Monteiro teve a precaução de deixar seu irmão, o vereador Iliseu Monteiro da Silva, o “Bat”, a quem tratou de eleger no final do ano passado presidente da Câmara de Coari – tudo em família, né mesmo? E há quem diga que exista mais coisa por trás dessa história. “Isso tem cheiro de armação do padre para tentar evitar que Magalhães – empresário Raimundo Magalhães segundo colocado nas eleições de 2012 – assuma a prefeitura após o TSE cassar o registro de candidatura de Adail Pinheiro”, diz uma das lideranças políticas da cidade. Será? E se tem armação está na mira do Radar! (Any Margareth)