Sindicato da Polícia Civil do AM publica chamada de assembleia geral para decidir sobre indicativo de greve

Categoria já realizou duas manifestações após Wilson Lima (União Brasil) não pagar direitos trabalhistas

Após meses sem respostas de Wilson Lima (UB) sobre o pagamento de direitos trabalhistas, o Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Amazonas (Sinpol-AM) lançou um Edital de convocação para uma Assembleia Geral Extraordinária para votar um indicativo de greve da categoria. A assembleia será realizada no próximo dia 30 deste mês.

Entre as reivindicações da categoria estão o pagamento do escalonamento, datas-base salariais atrasadas e a promoção dos servidores. A convocação foi feita pelo presidente em exercício do Sinpol, Renato Damasceno Bessa.

O impasse da categoria com Wilson Lima, começou em janeiro deste ano, após ele publicar no Diário Oficial do Estado (DOE)  um veto parcial com relação ao pagamento do escalonamento da Polícia Civil, apesar de já estar aprovada em emenda ao orçamento de 2022 que garantiria o benefício.

O grupo já realizou duas manifestações contra o governador Wilson Lima e, segundo eles, Wilson Lima vem se negando a pagar a última parcela do escalonamento e realizar as promoções que não ocorrem no estado desde 2011.

Os policiais lembraram que durante a campanha eleitoral de 2018, o governador Wilson Lima chegou a fazer reunião com as lideranças dos policiais civis e militares  e disse que em seu governo, o escalonamento e as promoções seriam prioridades, mas, no final do mandato nada foi resolvido. Os policiais se baseiam na decisão judicial que determina o pagamento dos direitos trabalhistas, mas o governador não cumpre.

James Figueiredo, um dos organizadores, cobrou uma posição de Wilson Lima. “Estamos a trinta dias tentando dialogar e o senhor (Wilson Lima), não abre um espaço para dialogar com os escrivães e investigadores, o que está acontecendo governador? Cadê o homem da mídia e do diálogo como o senhor diz? Cadê esse governador que passa uma mensagem enganosa para sociedade?”, argumentou ele.

Figueiredo questionou também os critérios de pagamentos estabelecidos por Wilson Lima. “Voltamos a fazer manifestação porque o governador não quer conversar com escrivães e investigadores, não ter atendido nossos pleitos que estão em lei. Por entendermos que estamos sendo discriminados dentro da nossa instituição, onde os delegados já tiveram seus direitos garantidos, os peritos também, e ele não garante os dos investigadores e escrivães, fizemos a manifestação novamente”, disse, no dia da manifestação, um dos líderes do movimento, o investigador James Figueiredo.

Veja a convocação: