Sinésio diz que não são os “gateiros” e sim “famílias paupérrimas” que serão penalizadas com decisão em favor da Amazonas Energia 

Por decisão do mesmo juiz a empresa teve a instalação dos novos medidores suspensa em janeiro deste ano e agora liberada

Foto: Assessoria

O presidente da CPI da Amazonas Energia na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), o deputado estadual Sinésio Campos, criticou a decisão do juiz Manuel Amaro de Lima, da 3ª Vara Cível e de Acidentes de Trabalho do Amazonas, que suspendeu decisão anterior dele mesmo e autorizou a instalação dos novos medidores de energia na capital amazonense. Em janeiro deste ano, em Ação Popular do senador Eduardo Braga (MBD), que foi aceita pelo mesmo juiz Manuel Amaro, a concessionária teve que suspender a instalação, após manifestações de consumidores de aumento abusivo nas faturas e suspeitas de irregularidades no novo sistema de medição de consumo de energia.

Para o deputado, a fiscalização feita pelo Ipem-AM (Instituto de Pesos e Medidas do Amazonas) e que foi usada como base pelo juiz, foi feita de forma rasa. “Acontece que a partir de agora, com essa decisão, a concessionária está autorizada. É bom que se diga que a Amazonas Energia colocou 13 mil medidores, mas somente 57 foram periciados. Essa empresa quer instalar esses medidores vergonhosos que só tem na periferia mais pauperrima”, afirmou ele, mostrando que são as famílias mais carentes que ainda estão sendo penalisadas pela concessionária de energia elétrica.

Ainda segundo Sinésio, o custo para a instalação desses medidores será milionário. “No Amazonas, mais de 2 milhões são gateiros, serão gastos R$150 milhões com esses novos medidores. A mesma métrica dos 57 que o Ipem identificou como normais, já existe laudo de que essa empresa [Ipem] faz gatos”, denunciou o deputado.

Com a decisão, a concessionária de energia elétrica está autorizada a continuar a instalação dos novos medidores na capital amazonense. Para o magistrado, manter a proibição após o resultado da perícia “configuraria ato abusivo, além de causar prejuízo à ré, que realizou investimentos com a compra e instalação dos novos medidores”. No entanto, chama a atenção o dano financeiro ao qual serão submetidos os consumidores com o aumento causado pelos novos contadores aéreos, que funcionam de forma remota.