Síria acusa EUA de ajudar Estado Islâmico a controlar petróleo no país

EUA estão tentando ganhar controle sobre campos petrolíferos da Síria, afirmou nessa quarta-feira (4) o vice-ministro da Defesa sírio, Mahmoud al-Shawa, no âmbito da Conferência de Segurança Internacional de Moscou.

Durante discurso, o vice-ministro assinalou que os EUA “Decidiram inventar vários pretextos para justificar a presença ilegal de suas bases e tropas no território sírio para estabelecer controle e domínio sobre os campos petrolíferos da Síria, com a finalidade de dividir o país”.

Segundo al-Shawa, para isso os “EUA organizam preparativos e exploração dos restos das células terroristas do Daesh [como é conhecido o grupo Estado Islâmico, proibido na Síria e em vários outros países], bem como sua recuperação”.

Os EUA violaram de forma brusca as normas humanitárias durante realização das operações militares na Síria, adicionou Mahmoud al-Shawa. Ele apontou também que depois das forças da Rússia e do Irã “terem contribuído para o fim da guerra de desgaste”, os EUA intensificaram sua presença no norte da Síria.

“Isso foi acompanhado por agressão israelo-americana, violação brusca das normas da lei internacional para apoiar formações terroristas”, declarou o vice-ministro. Além disso, Mahmoud al-Shawa reafirmou que Damasco considera como agressão e ocupação a presença de quaisquer forças exteriores no território da Síria sem autorização do governo.

“Nós apelamos para que o Conselho da Segurança da ONU se responsabilize pela preservação da paz e segurança internacionais, ao pôr fim nos crimes da aliança norte-americana e agressão turca, que têm civis sírios como alvo e que visam arruinar a infraestrutura do país, o mesmo é sobre a agressão israelense”, afirmou.

“Surge a questão: como a paz pode existir e se fortalecer em nossa região se não repudiarmos tais ações agressivas de Israel e EUA? Nós reafirmamos que a presença de quaisquer forças exteriores no território da Síria sem autorização do governo é considerada como agressão e ocupação”, ressaltou o vice-ministro sírio.

A coalizão de mais de 70 países liderada pelos EUA vem realizando operações militares na Síria e no Iraque. Os ataques da coalizão no Iraque são realizados em cooperação com as autoridades iraquianas, enquanto os [ataques] na Síria não foram autorizados pelo governo do presidente Bashar Assad.

A Rússia tem apoiado as forças do governo sírio em sua luta contra o terrorismo a pedido do presidente sírio desde 2015.

Fonte: Notícias ao Minuto