Só a voz de Fagner foi o que salvou a noite de sábado, no Studio 5 (ver vídeo)

Pense numa noite terrível meu povo! Foi a que passei, no sábado passado (16), no Studio 5, onde fui pela primeira vez e quem sabe a última assistir um show, o do cantor Fagner.  O preço, nem precisar falar que é amargo, R$ 450, 00 por três lugares à mesa, mas nem se pensa em dinheiro quando se espera viver um momento inesquecível, né mesmo meu povo?

A falta de respeito já começou pela entrada na área do show. Como no ingresso estava escrito que o show começava às 21hs, chegamos 30 minutos mais cedo para evitar aglomeração, longas filas ou qualquer outro transtorno próprio dos lugares onde se espera ter muita gente. Não adiantou de nada!

O resultado por chegarmos cedo foi ficar de pé por 30 minutos e ainda enfrentar fila para entrar no salão de eventos do Stúdio 5. Mas, o que mais me indignou foi ver senhoras idosas passando por essa situação, uma delas com dificuldade de locomoção. Sem estar nem aí para as exceções de uma tal regra de abrir os portões apenas às 21hs, a coordenação do evento, promovido por uma empresa diz que denominada Susent Eventos – está escrito no ingresso – , decidiu deixar a senhora de pé, escorada num corrimão.

Aí, já sabe o que aconteceu né gente, euzinha dei um ataque de raiva. A situação também provocou a irritação de outras pessoas. E, após as reclamações, decidiram deixar pelo menos a senhora entrar logo para ocupar seu lugar a mesa, junto com sua acompanhante. Mas, pensam que o estresse parou por aí? Qual nada, só estava começando!

Quando compramos os ingressos soubemos que as mesas do show eram pra oito pessoas mas, jamais imaginamos, que a tal empresa de eventos ou o Studio 5, ou seja lá quem for, tivesse a desfaçatez de juntar duas mesinhas daquelas quadradas, próprias pra boteco, onde mal dá quatro pessoas ou seis, com alguma apertação, e colocar oito cadeiras. O resultado é que mal dava pra pessoa se mexer. Parafraseando os cearenses, como Fagner e meu avô, dava pra se sentir espremido como num pau de arara.  É muito afã de ganhar dinheiro, né gente!

E pensam que acabou? O pior ainda estava por vir. É tão inacreditável o que aconteceu que, se não fosse comigo, eu pensava que era mentira. Na segunda ou terceira música, com o salão às escuras logicamente, já que fica só a iluminação do palco, o garçom decide vir até a mesa e pedir o dinheiro da conta dizendo que tem que ir embora. Repito: você tem que parar de ver o show e dar teu jeito de enxergar no escuro e pagar a conta porque o garçom quer ir embora. Pode, gente?

E ainda por cima o garçom não queria entregar a comanda paga – a conta se resumia em um pedaço de papel escrito a mão – pra depois eu poder comprovar que paguei o que consumi.  Que aconteceu? Mais um ataque apoplético e parte do show perdido – e nem vou falar da isca de filé com cara e gosto de, no máximo, patinho porque isso é insignificante diante de tanta falta de respeito numa noite só.

E, quem salvou a noite foi ele, com sua voz gigantesca, sua banda maravilhosa, sua simpatia com o público e músicas que são poesia pura. Taí um pouquinho dele, pra quem sabe, salvar o seu dia também! (Any Margareth)