Sobe para 57 o número de medidores que cobram o dobro na fatura dos clientes, revela CPI da Amazonas Energia

O Instituto de Pesos e Medidas (Ipem/AM) revelou que número de reclamações ligado aos medidores aumentou depois da CPI

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Foto: Divulgação/Ipem-AM

Durante reunião da CPI da Amazonas Energia em Manacapuru (a 70 quilômetros de Manaus, o Instituto de Pesos e Medidas (Ipem/AM) revelou que subiu para 57 o número de medidores de energia que registravam o dobro na contagem de consumo elétrico, bem como outras irregularidades, como a troca de medidores que não apresentavam problemas.

“A nossa análise anterior diagnosticou 36 medidores, agora, são mais 21, o que totaliza 57 consumidores lesados pela Amazonas Energia, somente com relação aos aparelhos. Esses medidores estão de posse do Ipem/AM. Foram apreendidos e estamos tomando as tratativas administrativas”, revelou o chefe de fiscalização do Ipem/AM, Adriano Cardoso, na última sexta-feira (13).

Segundo o chefe de fiscalização, o número de reclamações ligado aos medidores aumentou tanto, depois da CPI, que foi necessário criar outro canal de atendimento.

“Agora temos um call center, uma área exclusiva para atender reclamações referentes aos medidores de energia. O consumidor que se sentir lesado não deve aceitar nenhum laudo da Amazonas Energia, pois o Ipem é o único órgão que tem a capacidade técnica e legal para emitir qualquer perícia sobre os medidores”, explicou Adriano Cardoso.

Multa

Presente na reunião, o diretor-presidente do Instituto de Defesa do Consumidor do Amazonas (Procon/AM), Jalil Fraxe, falou dos apagões de energia que aconteceram em Barcelos e Tabatinga, enquanto ocorria a CPI itinerante e que o episódio ocasionou uma multa por danos coletivos de R$ 2,5 milhões.

“Em duas reuniões itinerantes da CPI, uma no município de Barcelos e outra em Tabatinga, houve, talvez, uma represália e de fato, no meio da reunião, faltou energia. Após o episódio, o deputado Sinésio fez o requerimento e nossa equipe, que estava no momento, realizou o auto e, hoje, o Procon/AM apresenta uma multa contra a Amazonas Energia, no valor R$ 2,5 milhões”, contou Jalil Fraxe.

Jalil informou que o valor da multa teve como base o dano coletivo e as informações repassadas pela própria Amazonas Energia. “A empresa já foi notificada para apresentação de sua defesa e nós seguimos em favor da população”, completou Jalil Fraxe.

O presidente da CPI da Amazonas Energia, deputado estadual Sinésio Campos (PT), destacou a importância da Comissão realizar uma atividade itinerante junto aos municípios, posto que, segundo ele, “a população se sente acolhida e realmente ouvida, pois, todas as ações desenvolvidas em cada cidade têm resultados imediatos. Vemos isso com os órgãos de fiscalização que nos acompanham em todas as reuniões. É nítido o quão positiva está sendo a CPI”.

(*) Com informações da Assessoria