Sobrinho do narcotraficante “João Branco” que vive sendo preso e sendo solto, desta vez é preso por assassinato de 5 anos atrás

Neyzinho (1)

Delegado Raphael Campos (1)Durante coletiva à imprensa, na manhã desta segunda-feira, dia 9, o delegado titular do 30º Distrito Interado de Polícia (DIP), Raphael Campos, informou, durante coletiva de imprensa, sobre a prisão de Francisco Sidney Marques Carioca, 33, conhecido como “Neyzinho”, efetuada na tarde da última sexta-feira, 6, por policiais militares da 30ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom).

“Neyzinho”, identificado como sobrinho do narcotraficante João Pinto Carioca, conhecido como “João Branco”,é apontado como mandante do homicídio do auxiliar de pedreiro Márcio Borges de Freitas, ocorrido no dia 17 agosto de 2009, na Avenida Tambaqui, bairro Jorge Teixeira, zona Leste da capital. Na ocasião do crime, a vítima, que tinha 23 anos, foi alvejada na cabeça por dois disparos de arma de fogo.

Francisco Sidney foi preso em cumprimento a mandado de prisão, expedido no dia 14 de dezembro de 2014, pelo juiz Mauro Moraes Antony, da 3ª Vara do Tribunal do Júri. O fato ocorreu por volta das 16h, em via pública, na Rua Acari Bodó, no mesmo bairro em que ocorreu o homicídio.

O delegado Raphael Campos destacou que o crime foi motivado por acerto de contas relacionadas ao tráfico de drogas. “De acordo com as investigações, a vítima trabalhava para “Neyzinho”, comercializando entorpecentes no bairro de Jorge Teixeira. Quando Márcio foi preso ele acabou delatando todo o esquema criminoso aos policiais. Por conta disso, “Neyzinho” ordenou que Hiel Lucas Miranda Silva matasse Márcio”, declarou o titular do 30º DIP.

Raphael Campos ressaltou ainda que “Neyzinho” responde a dois processos por tráfico de drogas. Um deles ocorreu em julho do ano passado, quando ele foi preso pela equipe de investigação do 30º DIP com aproximadamente 1 kg de substância entorpecente com aparência de skunk, espécie de maconha produzida em laboratório.

“Neyzinho” foi conduzido à Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) para prestar esclarecimentos em torno deste caso. Após oitiva, ele será encaminhado à Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, no Centro de Manaus, onde irá aguardar decisão da Justiça.