STF pode rever aval para candidato bancar campanha do próprio bolso

O PSB tenta reverter no Supremo decisão do TSE que permitiu aos candidatos financiarem suas campanhas neste ano com dinheiro do próprio bolso até o valor limite previsto para cada cargo. A norma da Corte Eleitoral foi publicada último dia 2. O partido avalia que a resolução do tribunal, na prática, não colocou limite para o autofinanciamento, o que beneficiará os mais ricos. Isso porque os candidatos ao Planalto podem gastar até R$ 70 milhões de recurso próprio. Quem concorre ao governo, até R$ 21 milhões, dependendo do Estado.

O artigo 29 da resolução 23.553 do TSE estabelece que os candidatos a deputado federal poderão se autofinanciar até R$ 2,5 milhões. Para os estaduais, o limite é de R$ 1 milhão.

O advogado Rafael Carneiro, que atua para o PSB, diz que o fato de o TSE definir que o candidato pode pagar do próprio bolso o teto permitido para financiar a campanha “coloca em risco a paridade de armas no processo eleitoral e a própria democracia”.

No último pleito municipal, de cada cinco prefeitos eleitos, um é milionário. “Quanto mais dinheiro o candidato tem, mais ele investe na própria campanha e, por conseguinte, mais chances ele temde vencer”, diz Carneiro.

Quem conversa com Rodrigo Maia (DEM) sai com a certeza de que sua candidatura ao Planalto é pra valer. Ele já conta com o apoio do PP e começa a costurar palanques estaduais em PE, BA e CE .

Dois motivos podem afundar a canoa de Rodrigo Maia. Ele não chegar a 6% nas pesquisas até agosto ou Luciano Huck entrar na disputa. Este último fato teria o potencial de uma bomba atômica, dizem aliados do deputado.

Depois de perder o presidenciável Jair Bolsonaro, o Patriota tenta atrair novos nomes para superar a cláusula de barreira. Ainda chamado de PEN, o partido convidou Zezé di Camargo para concorrer a deputado por Goiás.

Motivo. Os critérios para o convite foram que Zezé é conhecido e pode financiar a própria campanha. O cantor já foi apoiador de Lula.

Atentos. O governo está preocupado com o depoimento que o diretor da PF, Fernando Segovia, dará ao ministro do Supremo Luís Roberto Barroso na quarta.

Fonte: Estadão